<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981</id><updated>2012-02-10T21:20:33.653-02:00</updated><category term='Autobiografia'/><category term='Um momento para o riso...'/><title type='text'>O mundo... Tal como ela sente.</title><subtitle type='html'>"Ensaio sobre as páginas de um livro chamado cotidiano"</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>44</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-1701357958144026061</id><published>2012-02-10T21:14:00.002-02:00</published><updated>2012-02-10T21:20:33.659-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A vida ensina muita coisa pra gente, ela é aquela professora rabugenta que você odeia mas não consegue imaginar o que seria de você sem ela. e&lt;span style="font-size: 100%; "&gt; escolher faz parte dela. hoje, particularmente, eu descobri que tudo na vida se constitui de escolhas, e por mais que você analise, repense, por mais que você saiba que é o certo... sim... você tem que se conformar com todas essas pequenas decisões que mudam TUDO. porque senão, no fim a única que vai sobrar é o resto da sua vida pra se arrepender. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-1701357958144026061?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/1701357958144026061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=1701357958144026061' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/1701357958144026061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/1701357958144026061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2012/02/vida-ensina-muita-coisa-pra-gente-ela-e.html' title=''/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-8915807974208770061</id><published>2011-10-22T13:55:00.002-02:00</published><updated>2011-10-22T14:00:48.654-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;"Na partitura, não parecia nada de excepcional!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O início, simples quase infantil.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apenas um pulsar, fagotes, trompas como um arcodeon enferrujado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até que, de repente alto acima de tudo, um oboé.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma nota única, fluindo, sem oscilar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até que um clarinete arrebata a melodia...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Harmonizando o conjunto com tal encanto!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não se tratava de uma obra de um macaco de circo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas sim uma música que eu jamais ouvira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Carregada de tanta emoção, tanta inquietação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me parecia que estava ouvindo a própria voz de Deus."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Amadeus - 1984)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-8915807974208770061?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/8915807974208770061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=8915807974208770061' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/8915807974208770061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/8915807974208770061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2011/10/na-partitura-nao-parecia-nada-de.html' title=''/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-3471200480997448587</id><published>2011-08-25T23:21:00.003-03:00</published><updated>2011-08-25T23:33:15.943-03:00</updated><title type='text'>O mal do século da modernidade</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Quando eu era jovem o suficiente pra acreditar em contos de fadas lembro-me de ter ouvido dizer que o amor movia montanhas se quisesse, e então, como eu achava que me faltava juízo, eu acreditei.  &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Só que o tempo passou, eu cresci, me vi inundada por um trabalho que me cansava, me vi rodeada de pessoas insanas, em um mundo mais insano ainda. Um mundo onde é gentil ofender, onde é engraçado desdenhar, um mundo rodeado de um falso sentimento de igualdade, de dignidade, e que esqueceu completamente o que significa compaixão, solidariedade, respeito e amor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;Esquecemos do primeiro beijo e das juras de amor que guardamos. Esquecemos do pedaço de papel que ficou no fundo do armário com a carta que fez do nosso coração o mais feliz possível e que também fez ele parar. Esquecemos do romantismo em nossas vidas, e não falo apenas daquele com nobres rapazes e lindas donzelas. Eu falo do romantismo de viver, de acordar de manhã e perceber como tudo a nossa volta faz parte de um pequeno milagre, o romantismo de perceber o quão sincero é o sorriso de uma criança e o quão puro é o seu coração, o romantismo de parar, no meio do dia, da correria e olhar o horizonte e perceber que o pôr-do-sol continua lindo, esperando, inquieto, para ser enfim apreciado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;As pessoas estão tão assombradas pelo mal do século que não enxerga um palmo a frente do seu próprio nariz, dos seus próprios desejos, das suas próprias fraquezas, restando apenas a elas se frustrarem e se condenarem a eterna solidão. O mundo agora é o deserto que todos cultivaram pra que as pessoas não possam se encontrar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span class="Apple-style-span"   style="line-height: 115%; "&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;	&lt;/span&gt;Então, eu me pergunto. Será que sou tola demais? Será que devo deixar de lado meus ideais, aprender a trapacear e a enganar? Então eu me isolo, e percebo que as pessoas imaginam o quão rabugento é o meu mundo, elas me olham como se eu fosse alguém desprezível, simplesmente porque eu ousei discordar da ideia de felicidade moderna. E eu penso: sou sim uma pobre infeliz, mas não sou cega e não sou tão infeliz quanto todos os outros.  Eu sou romântica e eu acredito. E posso ser louca, mas de que vale viver se não for pra enlouquecer? Se não for pra amar do jeito certo, amar acima de todas as coisas, e, principalmente, todas as coisas. Assim, amar, mesmo que não seja eterno, mas como diria o poeta, que seja infinito (mesmo que por instantes) enquanto dure&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size: 15px; line-height: 17px;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-3471200480997448587?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/3471200480997448587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=3471200480997448587' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/3471200480997448587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/3471200480997448587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2011/08/o-mal-do-seculo-da-modernidade.html' title='O mal do século da modernidade'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-652986299210764431</id><published>2011-07-03T23:47:00.004-03:00</published><updated>2011-07-04T00:01:12.841-03:00</updated><title type='text'>Não há bem que dure pra sempre, nem mal que nunca acabe.</title><content type='html'>&lt;div&gt;"Não posso viver sem você. Tentei e não consegui. Preciso de você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acha mesmo isto?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quer que eu me divorcie de George?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas você faria?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Qual é a graça?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho medo. Ninguém foi tão feliz como sou agora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não pode durar, é como uma bolha... Que explodirá quando eu pegar o trem amanhã.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aquele trem."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;{Alice and Joe - Room at the top (1959)}&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-652986299210764431?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/652986299210764431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=652986299210764431' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/652986299210764431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/652986299210764431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2011/07/nao-ha-bem-que-dure-pra-sempre-nem-mal.html' title='Não há bem que dure pra sempre, nem mal que nunca acabe.'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-4476954655434108983</id><published>2011-04-03T22:48:00.003-03:00</published><updated>2011-07-03T19:51:28.700-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;Quando eu te conheci, há uns vários anos atrás, imaginei que fosse só mais um cara educado, gentil e intrigante. Eu nunca sonhei em me casar com você, nunca quis ter um família e muito menos largar tudo pra viver no Rio de Janeiro. Só que alguma coisa, em algum momento mudou.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;Eu decidi deixar de ser espectadora da minha vida, eu fiz minhas malas, deixei minha casa, deixei a faculdade, deixei meu emprego, e fui atrás de uma vida desconhecida, e então eu te vi. Você tinha os olhos mais doces que eu já tinha visto, o sorriso mais bonito e a voz mais suave. E  eu não precisei de muito tempo pra  me apaixonar e pra que as horas passassem devagar demais sem você e pra que todos aqueles momentos ao seu lado fossem pouco demais perto do que eu queria.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;Então os momentos com você aumentaram e eu descobri seus defeitos, suas manias, seus vícios. Por muitas vezes eu derramei lágrimas por conta dos meus erros e dos seus erros também. E eu imaginei que talvez um dia aquele amor que eu imaginava infinito acabasse.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;Mas ele não acabou, ele mudou. Hoje meu coração não dispara mais ao te ver , no entanto, ao te ver ele se acalma, ele se sente reconfortado e ele não sente medo de nada. Minhas mãos não tremem mais ao você me abraçar, agora elas afagam seu cabelo enquanto olho nos seus olhos e imagino como eles são exatamente os mesmo daquela manhã de domingo. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;A verdade, é que só busca paixão quem nunca amou alguém de verdade. Os casamentos acabam cedo demais porque as pessoas tem a doce ilusão de que amor é paixão. Mas elas , insanas e cegas estão completamente enganadas.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;Você me irrita, eu te irrito... Tem dias que você me deixa tão louca de raiva que eu te jogaria pela janela se não olhasse no fundo dos seus olhos, mas é em você que a minha vida se completa, posso até estar sendo piegas mas não há nada nesse mundo que seja tão bom quanto fazer algo seu lado. Nem o dia mais feliz da minha vida antes de te conhecer se compara a noite que passamos acordados, no frio, esperando amanhecer  na rua porque eu, a garota enxaqueca estabanada, tinha trancado a chave dentro do seu carro. Nada pode substituir a forma como eu tenho forças pra enfrentar essa cidade-selva quando você me abraça, a forma como você me instiga a crescer mesmo que eu sinta sono, mesmo que os dias me cansem e que o trabalho acabe comigo, nada, mas nada nesse mundo se compara ao seu cheiro antes de dormir e a forma como ele me conforta e me ajuda a descansar em paz.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;Longe de você eu não tenho chão, eu não tenho motivos pra rir da forma como as pessoas são imbecis , não há o menor sentido em ver um filme ou passear no parque, a sua falta consome tudo como se de uma hora pra outra uma grande tempestade cobrisse o sol, e as estrelas, e tudo o mais que poderia me confortar. E eu vou vivendo porque eu preciso continuar, mas sem você não tem graça, não tem cor, não tem amor.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;Eu tenho defeitos, você também os tem. Mas de que isso importa? De nada... Porque no final o que mais importa prevalece: nós temos um ao outro. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-4476954655434108983?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/4476954655434108983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=4476954655434108983' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/4476954655434108983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/4476954655434108983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2011/04/quando-eu-te-conheci-ha-uns-varios-anos.html' title=''/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-3979223134515576584</id><published>2010-12-23T22:50:00.003-02:00</published><updated>2010-12-23T23:04:54.528-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;i&gt;"Feliz é a inocente vestal!&lt;br /&gt;Esquecendo o mundo e sendo por ele esquecida.&lt;br /&gt;Brilho eterno de uma mente sem lembranças.&lt;br /&gt;Toda prece é ouvida, toda graça se alcança."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;i&gt;(Citação do filme Brilho eterno de uma mente sem lembrança)&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Definitivamente me intriga a forma como sempre que vejo novamente esse filme fico com a sensação de que há algo errado aqui dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-3979223134515576584?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/3979223134515576584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=3979223134515576584' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/3979223134515576584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/3979223134515576584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2010/12/feliz-e-inocente-vestal-esquecendo-o.html' title=''/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-3752911596903600977</id><published>2010-04-17T13:28:00.005-03:00</published><updated>2010-04-17T13:39:58.341-03:00</updated><title type='text'>Cores</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;i&gt;"I know we all, we all got our faults&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;i&gt;We get locked in our vaults and we stay&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;i&gt;But when you’re gone all the colors fade&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;i&gt;When you’re gone no New Year’s Day parade&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;i&gt;You’re gone&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;i&gt;Colors seem to fade&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;i&gt;Colors seem to fade"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre; font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;Todos os dias passo pelas mesmas ruas, todas as cores, todas as pessoas com seus rostos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre; font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;As cores aqui me são tão estranhas, os olhos tão cinzas os corações tão amargos. Eu precisei ir embora pra perceber o quanto eu precisava de alguns lugares na minha vida. Eu tenho novos amigos, uma nova casa, um cachorro, a pessoa que amo, mas é triste ver as coisas que você foi indo embora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre; font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;É triste não poder ver os velhos amigos, não saber da suas vidas e não fazer parte delas. A saudade aperta, e a vida as vezes parece tão longe que eu me sinto fora dela, como uma estrangeira, aqui não é meu lugar. Mas onde será que é? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre; font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;Eu vejo filmes tentando encher minha vida de saudade de tudo que não vi, eu busco novos mundos pra tentar preencher esse vazio, mas ele não cessa. As vezes penso que estou velha demais, outras nova demais e outras vezes penso que tudo deveria estar mesmo como está.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre; font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;Faltam-me cores.... Mas onde é que as posso encontrar??&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="white-space: pre; font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-3752911596903600977?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/3752911596903600977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=3752911596903600977' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/3752911596903600977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/3752911596903600977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2010/04/cores.html' title='Cores'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-6691160136668808240</id><published>2010-01-20T00:34:00.003-02:00</published><updated>2010-12-06T23:31:50.453-02:00</updated><title type='text'>História sem final feliz.</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Era sexta. Dia que tudo acontece e começa. Eram jovens. E de fato só isso interessava. Ela gostava dos seus óculos, do seu sorriso e do seu sarcasmo. Ele gostava dela e nem sabia por quê. Eram diferentes. Ele buscava o céu e ela a terra. Ele buscava aventura ela postura. Conheceram-se na pior hora pra se conhecer e se afastaram porque era óbvio que ia dar errado. Nada aconteceu, palavras foram jogadas ao vento e se perderam por ai. E só.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Quatro anos depois ela era Engenheira e ele estava prestes a concluir Filosofia. Era o cálculo versus os sonhos. Eram amigos de conversa de elevador. Ele se casou, ela foi a Paris, Londres. Viveu no Canadá por 2 anos e só namorou sério uma vez e deu errado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Quando se encontravam se falavam sem se entender. Tinha um quê entre os dois que ninguém compreendia, ela tinha uma necessidade imensa de ter sua atenção e aprovação e ele fazia questão de mostrar que pouco se importava com qualquer coisa que ela estava falando. A noite, enquanto sua mulher comentava como os preços estavam subindo ele ficava pensando porque as palavras dela grudavam em sua mente, tentava descobrir alguma coisa entre aquelas linhas. Não descobria nada, ia dormir. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Ele não era feliz, ela também não.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Novamente sexta, se encontraram em um bar. Ela queria sair ele queria se distrair da vida. Beberam demais. Falaram demais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;- Você gostava de mim?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;- Eu? Sei lá.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;- Sei lá?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;- Tá certo, eu imaginei que você fosse minha alma gêmea por algum tempo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;- Mudou de idéia?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;- Eu cresci.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;- E daí?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;- Às vezes a gente creste tanto que não tem espaço pra algumas coisas, sabe?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;- Hum... Eu gostava de você, de verdade. Achei alguma coisa dentro de você e pensei que ninguém percebia. Eu te via de um jeito que ninguém nunca te viu eu garanto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;- Por que você tem tanta certeza?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;- Porque eu ainda te vejo assim, mas ninguém percebe, nem você.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;- Humpf! Você ainda continua dando uma de esperta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;- E você ainda dá esse “humpf“ ridículo quando acha que eu sou esperta. Por mais que você esconda pra mim parece tão escancarado. Você é como um ratinho preso naquelas rodas, sabe? Você sabe o que quer, mas nunca chega lá. Dá voltas e voltas por ingenuidade. Você é tão ingênuo. Atrás desse ar de maioridade você não passou dos 20, e nunca vai passar, talvez por isso você ainda me incomode. Você é o mesmo que eu amei um tempo atrás. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;- Eu te incomodo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;- É.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;_ Você também me incomoda, só pra saber.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Sorriram. Ele ficou olhando pra ela um tempo, ela também. Ela deu o seu número de telefone e disse que ele poderia ligar quando quisesse. Ele disse que ligaria. E ela sorriu novamente. Ele chegou em casa e enquanto sua esposa dormia pensou em ligar pra ela. Ela chegou em casa e sentiu vontade de ouvir a voz dele antes de cair no sono. Ambos pegaram os telefones, mas não ligaram. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Na manhã seguinte ele a encontrou no parque, tinha na sua cabeça tanta coisa, tanta coisa como no dia que resolveu se declarar há uns anos atrás e ela disse que iria se mudar, e que poderiam ser amigos, e ele desistiu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;- E ai de ressaca?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;- Eu? Eu nunca fico de ressaca, sou uma ovelha negra. Você que é homem de família.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;- É... Sobre ontem, sobre o que falamos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;- Ah! Quanta bobagem eu falo bêbada. Eu fico boba bêbada, sabia? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;E riu, como se tudo fosse besteira, e não valesse mais que um copo de vodka seguido de tequila. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Ele pensou um pouco, mexeu na folha no chão com os olhos baixo e disse.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;- Pois é, eu também. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;- Bom, eu tenho que ir , estou atrasada pra o almoço.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;- Tá legal nos vemos por ai.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Ela novamente sentiu aquele nó na garganta. Ele jogou seu telefone no lixo. Ela continuou com aquele sentimento estranho, ele se separou e casou novamente, e novamente. Nunca se completaram, nunca se entenderam. Ficaram por ai, girando, girando. Os ratinhos em seu brinquedo. Buscando o que não queriam, amando o que não deviam. Lá no céu um anjo ficou triste. Eram almas gêmeas, e nem sabiam. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;A vida passou, o vento passou, os anos vieram. Estão sozinhos cada qual no seu canto, e o que ganharam? Ganharam a certeza que os jovens erram, e que os velhos também. É a vida. Ninguém disse que ia ser fácil. E de fato, não foi. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-6691160136668808240?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/6691160136668808240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=6691160136668808240' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/6691160136668808240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/6691160136668808240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2010/01/historia-sem-final-feliz.html' title='História sem final feliz.'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-6867434834966458927</id><published>2009-10-29T20:50:00.002-02:00</published><updated>2009-10-29T20:56:42.667-02:00</updated><title type='text'>Vale a pena....</title><content type='html'>Lido em uma dessas manhãs entediantes no metro.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Helvetica, Arial, Verdana, 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: 13px; color: rgb(0, 0, 51); "&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="margin-top: 13px; margin-right: 0px; margin-bottom: 13px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; color: rgb(189, 128, 149); font-size: 18px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 255, 255); font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium; font-weight: normal; "&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:130%;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;O Gigante Egoísta&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;Todas as tardes, ao saírem do colégio, as crianças costumavam  ir brincar no jardim do Gigante.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;Era um jardim lindo e grande, com grama verde e suave. Aqui e ali, sobre a grama, apareciam flores belas como estrelas, e havia doze pessegueiros que, na primavera, abriam-se em flores delicadas em tons de rosa e pérola, e davam ricos frutos no outono. Os pássaros pousavam nas árvores e cantavam tão docemente que as crianças costumavam parar de brincar para ouvi-los.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;- Como nos sentimos felizes aqui! – exclamavam elas.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;Certo dia ele voltou. Ele tinha andado visitando seu amigo, o ogre da Cornualha, e ficara sete anos com ele. Depois de sete anos ele já havia dito tudo que tinha o que não tinha para dizer, já que sua conversa era limitada, e resolveu voltar para seu próprio castelo. Ao chegar, ele viu as crianças brincando no jardim.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;- O que é que vocês estão fazendo aqui? – gritou ele com uma voz muito ríspida, e as crianças saíram correndo.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;- O meu jardim é meu jardim – disse o Gigante. – Qualquer um pode compreender isso. Eu não vou permitir que ninguém brinque nele, a não ser eu mesmo.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;De modo que ele construiu um muro alto em torno do jardim e colocou um cartaz de aviso.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt; OS INVASORES SERÃO PROCESSADOS!&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt; Ele era um Gigante muito egoísta.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;As pobres crianças agora não tinham mais onde brincar. Elas tentaram brincar na estrada, mas a estrada era muito poeirenta e cheia de pedras duras, e eles não gostavam. Começaram a passear em torno do muro depois das aulas, conversando sobre o lindo jardim que ficava lá dentro. "Como éramos felizes lá!", diziam uma ás outras.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;Então chegou a Primavera, e por todo o país apareceram pequenas flores e pequenos pássaros. Só no jardim do Gigante Egoísta é que continuava a ser inverno. Os passarinhos não gostavam de cantar lá, porque não havia crianças, e as árvores se esqueceram de florescer. Uma vez uma flor bonita chegou a brotar, mas ao ver o cartaz de aviso ficou com tanta pena das crianças que se enfiou de volta no chão e adormeceu. Os únicos que estavam contentes eram a Neve e o Gelo.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;- A Primavera se esqueceu deste jardim – eles exclamaram -, de modo que podemos viver aqui o ano inteiro.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;A neve cobriu toda a grama com seu manto branco, e o Gelo pintou todas as árvores de prata. Eles convidaram o Vento do Norte para se hospedar com eles, e ele veio. Todo enrolado em peles, rugia o dia inteiro pelo jardim, derrubando as chaminés com seu sopro.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;- Este lugar é ótimo – disse ele. – Nós precisamos convidar o Granizo para vir fazer uma visita.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;E o Granizo apareceu. Todos os dias, durante três horas, ele matracava no telhado do castelo até quebrar quase todas as telhas, e depois corria, dando voltas pelo jardim o mais depressa que podia. Sempre vestido de cinza, soprava gelo para todo lado.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;- Não entendo porque as Primavera está demorando tanto a chegar! – disse o Gigante Egoísta, sentado junto à janela e olhando para seu jardim frio e branco. – Espero que o tempo mude logo.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;Mas a Primavera não apareceu, nem o Verão. O Outono trouxe frutos dourados para todos os jardins, mas nenhum para o do Gigante.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;- Ele é muito egoísta – disse o Outono.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;De modo que ali ficou sendo sempre inverno, e o Vento Norte e o Granizo, a Neve e o Gelo dançavam em meio às árvores.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;Certa manhã, o Gigante estava deitado, acordado, na cama, quando ouviu uma música linda Soava com tal doçura em seus ouvidos que ele até pensou que deviam ser os músicos do Rei que passavam. Na realidade era apenas um pequeno pintarroxo cantando do lado de fora de sua janela, mas já fazia tanto tempo que ele não ouvia um só passarinho em seu jardim que aquela parecia ser a música mais bonita do mudo. E então o Granizo parou de dançar sobre a cabeça dele, e o Vento do Norte parou de rugir, e um perfume delicioso chegou até ele, através da janela aberta.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;- Acho que finalmente a Primavera chegou – disse o Gigante. – E, pulando da cama, olhou par fora.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;O que ele viu?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;A visão mais bonita que se possa imaginar. Por um buraquinho no muro as crianças haviam conseguido entrar, e estavam todas sentadas nos ramos das árvores. Em todas as árvores que ele conseguia ver havia uma criança. E as árvores estavam tão contentes de terem as crianças de volta que se cobriram de flores, balançando delicadamente os galhos, por cima da cabeça da meninada. Os passarinhos voavam de um lado para outro, chilreando de prazer, e as flores espiavam e riam. Era uma cena linda, e só em um canto é que continuava as ser inverno. Era o canto mais distante do jardim, e nele estava de pé um menininho. Ele era tão pequeno que não conseguia alcançar os ramos da árvore, e ficou andando em volta dela, chorando, muito sentido. A pobre árvore continuava coberta de neve e de gelo, e o Vento do Norte soprava e rugia acima dela.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;- Sobe logo, menino! – dizia a Árvore, curvando os ramos o mais que podia. Mas o menino era pequeno de mais.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;E o coração do Gigante se derreteu quando ele olhou lá para fora.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;- Como eu tenho sido egoísta! – disse ele. – Agora já sei porque a Primavera não aparecia por aqui. Eu vou colocar aquele menininho em cima daquela árvore, depois vou derrubar o muro, e meu jardim será um lugar onde as crianças poderão brincar para sempre e sempre.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;Ele estava realmente arrependido do que tinha feito. E assim, desceu a escada, abriu a porta da frente com toa a delicadeza, e saiu para o jardim. Mas quando as crianças o viram ficaram tão assustadas que fugiram, e o inverno voltou ao jardim. Só o menininho pequeno é que não fugiu, porque seus olhos estavam marejados de lágrimas e não viu o Gigante chegar. E o Gigante aproximou-se de mansinho por trás dele, pegou delicadamente em sua mão e o colocou em cima da árvore. A árvore imediatamente floresceu, e os passarinhos vieram cantar nela; e o meniniho esticou os braços, passou-os em torno do pescoço do Gigante e o beijou. Quando viram eu o Gigante não era mais mau, as outras crianças voltaram correndo, e com elas veio a Primavera.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;- Agora o jardim é de vocês, crianças – disse o Gigante. E pegando um imenso machado, derrubou o muro. Quando toda a gente começava a iro para o mercado, ao meio-dia, lá estava o Gigante brincando com as crianças no jardim mais bonito que todos já haviam visto.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;Elas brincavam o dia inteiro, mas quando chegava a noite despediam-se do Gigante.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;- Mas onde está seu companheirinho? – perguntou ele. - O menino que eu botei em cima da árvore.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;O Gigante gostava dele mais do que de todos os outros, porque ele lhe havia dado um beijo.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;- Nós não sabemos – responderam as crianças. – Ele foi embora.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;- Vocês têm de dizer a ele par anão deixar de vir aqui amanhã – disse o Gigante.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;Mas as crianças disseram que não sabiam onde ele morava, e que jamais o haviam visto antes. O Gigante ficou muito triste.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;Todas as tardes, quando acabavam as aulas, as crianças iam brincar como Gigante. Mas o menininho de quem o Gigante gostava nunca mais apareceu. O Gigante era muito bondoso com todas as crianças, mas sentia saudades de seu primeiro amiguinho, e muitas vezes falava nele.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;- Como eu gostaria de vê-lo! – costumava dizer.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;Os anos se passaram, e o Gigante ficou mais velho e fraco. Ele já não conseguia brincar direito, e então ficava sentado em uma poltrona enorme, olhando as crianças que brincavam e admirando seu jardim.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;- Tenho tantas flores lindas – dizia ele -, ma as crianças são as flores mais bonitas de todas.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;Certa manhã de inverno, ele olhou pela janela enquanto se vestia. Agora já não odiava o inverno, pois sabia que este era apenas a Primavera enquanto dormia, e que as flores estavam descansando.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;De repente ele esfregou os olhos, espantado, e olhou, e olhou, e olhou. Era por certo uma visão maravilhosa. No cantinho mais distante do jardim havia uma árvore toda coberta de flores brancas. Seus ramos eram dourados, carregados de frutos de prata, e debaixo deles estavam o menininho que ela amava.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;O Gigante correu pelas escadas, com a maior alegria, e saiu para o jardim. Cruzou depressa o gramado e chegou perto do menino. E quando chegou bem perto, seu rosto ficou rubro de raiva, e ele disse:&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;- Quem ousou te ferir?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;Nas palmas das mãos da criança estavam as marcas de dois pregos, como m haviam marcas de dois pregos em seus pezinhos.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;- Quem ousou te ferir? – gritou o Gigante. – Dize-me, para que eu possa tomar de minha grande espada para matá-lo.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;- Não – respondeu o menino -, pois essas são as feridas do Amor.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;Quem és? – perguntou o Gigante, e quando o temor apossou-se dele, ajoelhou-se diante da criança.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;A criança sorriu para o Gigante e lhe disse:&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;- Você me deixou, certa vez, brincar em seu jardim, e hoje você irá comigo par ao meu jardim que é o Paraíso.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;&lt;i&gt;Naquela tarde, quando as crianças chegaram correndo, encontraram o Gigante morto, deitado debaixo da árvore, todo coberto por flores brancas.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;Oscar Wilde - Histórias de Fadas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-6867434834966458927?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/6867434834966458927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=6867434834966458927' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/6867434834966458927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/6867434834966458927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2009/10/vale-pena.html' title='Vale a pena....'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-2142536559618745618</id><published>2009-08-11T23:33:00.001-03:00</published><updated>2009-09-02T10:43:51.499-03:00</updated><title type='text'>“Deserto de Almas”</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:9;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Choveu muito lá fora. Noite longa, vento forte. E o Abismo...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:9;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Quanto mais pessoas, mais só torna-se a existência de nossas vidas. Mais só são as margaridas no jardim lá fora, e mais inexplicáveis tornam-se os sonhos em meio a madrugada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:9;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Ninguém se conhece, se entende. E se conhece despreza, se entende esquece. É difícil colocar-se no outro, e o nosso egoísmo vem nos tornando cada vez mais solitários em um mundo em que não vale a pena entender.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:9;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;A estranheza vive nos corações. E por mais que socializemos, que sorrimos de piadas por cordialidade, que bebamos dois dedos de vodka com maracujá ao som de jazz e ao cheiro de cigarro, nunca somos o que somos e fazemos o que de fato queremos. Ou por medo, ou por mediocridade, ou pela máscara que já está tão grudada que não sabemos onde começa ou termina. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:9;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Dia seguinte só nos resta à ressaca, as palavras que já esquecemos, o som e as cores que guardamos na memória virtual do nosso cérebro. Algumas irão embora, algumas são pra vida toda.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:9;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;“Era sexta, estávamos na Lapa, sentados na sarjeta filosofando sobre como não queríamos nossa futura filha ali, sendo desviada do caminho com um copo de caipirinha na mão, eu era uma ovelha negra e ela nunca saberia disso, seria o nosso segredo. Aquela foi a primeira vez que vimos nossa banda favorita juntos. Nesse dia o destino elegeu Último Romance como nossa música, e a escolha foi selada com aquele beijo enquanto Amarante a cantava pra nós. Nunca me esquecerei dos seus pequenos olhos, do boné, e do seu jeito de se declarar sem dizer, aqueles olhos ficarão guardados aqui pra sempre, e nunca irão embora. Na manhã seguinte passarinhos cantavam na minha janela, finalmente havia descoberto que minha existência não estava fadada a solidão.”&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:9;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;E hoje, ao pensar em tudo fica uma coisa estranha no peito. Vejo a multidão pequena demais diante da solidão na qual está fadada. O mundo agora é o deserto que cultivaram pra que as pessoas não possam se encontrar. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:9;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Olho pra tudo que tenho e fica o medo. Ficam as imperfeições. Ficam os perdões. As promessas. Ficou você. E até hoje fico me perguntando, me questionando, me interrogando. Somos almas gêmeas? E veio ele me dizer:&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span style="font-size:9;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;"Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra — talvez por isso, quem sabe?" Caio F. Abreu&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-2142536559618745618?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/2142536559618745618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=2142536559618745618' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/2142536559618745618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/2142536559618745618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2009/08/deserto-de-almas.html' title='“Deserto de Almas”'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-9211929588414363473</id><published>2009-08-07T22:35:00.003-03:00</published><updated>2009-08-07T22:41:14.974-03:00</updated><title type='text'>Brasil: “Dos filhos deste solo és mãe gentil”?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="Bookman Old Style&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;i&gt;Nunca fui patriota, e não foi descaso, acho apenas que meu país não merece. Não dá pra se confiar num país onde a picaretagem é bonita. E velho amigo de olhos arregalados, limpe seus óculos, e olhe bem ao seu redor.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="Bookman Old Style&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;i&gt;Não digo que no resto do mundo é Neverland, o ser-humano é o ser mais indigno que existe e não se pode esperar muito dele. Espero mais de urubus do que de seres-humanos. Mas o brasileiro consegue ultrapassar a barreira da dignidade tão rapidamente que assusta, bastam uns trocados e uma boa conversa para o jeitinho brasileiro entrar em ação.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="Bookman Old Style&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;i&gt;Ao meu redor todos culpam o meio. Fulano rouba e a culpa é do rico, que o estraçalha, que não o dá oportunidade e que o prende nessa sociedade capitalista. &lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="Bookman Old Style&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;i&gt;Prezados senhores, eu nasci pobre, fui pobre uma grande parte da minha vida, minha mãe nunca concluiu o chamado ensino fundamental, no entanto, enquanto esses pequenos delinqüentes desprotegidos estavam remexendo as cadeiras em um baile funk, a minha estava pregada em uma poltrona, às 11 da noite, enquanto minha cabeça tentava equacionar todas as informações que recebia regada com café pra não entrar em pane e dormir. Eu fui muito mais pobre do que sou hoje e não tenho vergonha disso, no entanto, não tenho orgulho da minha pobreza. Eu busco o sucesso e só. E se as pessoas não são capazes o suficiente pra buscar o seu sucesso não é um problema meu. Como diria o poeta “coitado é filho de rato que nasce pelado”.&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="Bookman Old Style&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;i&gt;E os coitados do Brasil, caros senhores, reclamam muito dos seus governantes, é escândalo atrás de escândalo, é tanto dinheiro pro senhor senador e nada pra os brasileiros lutadores do nosso país. Eles que vêem o nosso país afundar em sua TV a cabo GATO, que se enrolam com os impostos e roubam energia elétrica do vizinho, que acham celular na rua e a necessidade os obrigam a jogar correndo o chip fora e ir vendê-lo, Deus, proteja a alma desse povo que sofre desmerecidamente! E dê-lhes belas vendas de camurça pra agüentar o sofrimento!&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="Bookman Old Style&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;i&gt;Caros amigos, sinto dizer-lhes, mas aqueles caras lá no Congresso são a foto-imagem do Brasil. Então, novamente limpem seus óculos, e comecem onde ainda tem jeito: vocês. &lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="Bookman Old Style&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;i&gt;Como sei que nesse exato momento o brasileiro está pensando que eu sou uma insensível, que não gosto dos pobres e que sou uma americanizada de merda, eu jogo a toalha.&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="Bookman Old Style&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;i&gt;Mas ainda resta vida longe daqui... Um dia ainda roubo um iate, fujo pra Itália e vou viver em uma pequena vila de uvas. Até lá, meu amigo, fico aqui, assim, vendo a terra que me criou ser estraçalhada pela mediocridade e estupidez do povo que a ocupou.&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Bookman Old Style';"&gt;&lt;i&gt;É isso ai Brasil, vamos que vamos, de que importa a honestidade quando estamos rumo ao hexa? &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="Bookman Old Style&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-9211929588414363473?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/9211929588414363473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=9211929588414363473' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/9211929588414363473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/9211929588414363473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2009/08/brasil-dos-filhos-deste-solo-es-mae.html' title='Brasil: “Dos filhos deste solo és mãe gentil”?'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-2547776239651429043</id><published>2009-07-23T22:22:00.002-03:00</published><updated>2009-07-23T22:26:37.128-03:00</updated><title type='text'>Fim de tarde.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style=" color: rgb(51, 51, 51);  line-height: 16px; font-family:Verdana;font-size:11px;"&gt;&lt;i&gt;"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style=" color: rgb(51, 51, 51);  line-height: 16px; font-family:Verdana;font-size:11px;"&gt;&lt;i&gt;Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar&lt;br /&gt;Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá&lt;br /&gt;Pode ser cruel a eternidade&lt;br /&gt;Eu ando em frente por sentir vontade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quis te convencer mas chega de insistir&lt;br /&gt;Caberá ao nosso amor o que há de vir&lt;br /&gt;Pode ser a eternidade má&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style=" color: rgb(51, 51, 51);  line-height: 16px; font-family:Verdana;font-size:11px;"&gt;&lt;i&gt;Caminho em frente pra sentir saudade"&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:Verdana;font-size:100%;color:#333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" line-height: 16px;font-size:11px;"&gt;&lt;i&gt;(Janta - Marcelo Camelo)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:Verdana;font-size:100%;color:#333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" line-height: 16px;font-size:11px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:Verdana;font-size:100%;color:#333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" line-height: 16px;font-size:11px;"&gt;Pois é, gostei..&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-2547776239651429043?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/2547776239651429043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=2547776239651429043' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/2547776239651429043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/2547776239651429043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2009/07/fim-de-tarde.html' title='Fim de tarde.'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-5647023241829372130</id><published>2009-06-09T21:06:00.001-03:00</published><updated>2009-06-09T21:07:52.726-03:00</updated><title type='text'>As nuvens...</title><content type='html'>Estava sentada à varanda observando as nuvens. São diferentes das de lá. São mais densas e mais bem desenhadas. Lá sinto falta das nuvens daqui. Aqui me falta um pedaço.&lt;br /&gt;Eram 08:00 de uma manhã iniciada por uma noite em claro. Rolei na cama a noite toda.&lt;br /&gt;Podia dizer que era o travesseiro, ou o colchão. Mas não era. Andei pela casa de pés no chão procurando um porquê, um motivo. Aquela inquietação me tomava a alma e fazia com que toda saudade daqui  fosse embora, e só ficou a saudade de lá.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Já duas semanas se haviam passado e Lóri sentia às vezes uma saudade tão grande que era como uma fome. Só passaria quando ela comesse a presença de Ulisses. Mas às vezes a saudade era tão profunda que a presença, calculava ela, seria pouco; ela queria absorver Ulisses todo. Essa vontade de ela ser de Ulisses e de Ulisses ser dela para uma unificação inteira era um &lt;strong&gt;dos sentimentos mais urgentes que tivera na vida&lt;/strong&gt;.&lt;/em&gt; "Clarice Lispector&lt;br /&gt;E sim " &lt;em&gt;de pensar nisso tudo, tive medo e não consegui dormir&lt;/em&gt;.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-5647023241829372130?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/5647023241829372130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=5647023241829372130' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/5647023241829372130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/5647023241829372130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2009/06/as-nuvens.html' title='As nuvens...'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-4411581451327155488</id><published>2009-03-22T11:23:00.001-03:00</published><updated>2009-03-22T11:27:00.218-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;Change your heart&lt;br /&gt;Look around you&lt;br /&gt;Change your heart&lt;br /&gt;It will astound you&lt;br /&gt;I need your lovin'&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Like the sunshine&lt;br /&gt;Everybody's gotta learn sometime&lt;br /&gt;Everybody's gotta learn sometime&lt;br /&gt;Everybody's gotta learn sometime&lt;br /&gt;Change your heart&lt;br /&gt;Look around you&lt;br /&gt;Change your heart&lt;br /&gt;Will astound you&lt;br /&gt;I need your lovin'&lt;br /&gt;Like the sunshine&lt;br /&gt;Everybody's gotta learn sometime&lt;br /&gt;Everybody's gotta learn sometime&lt;br /&gt;Everybody's gotta learn sometime&lt;br /&gt;I need your lovin'&lt;br /&gt;Like the sunshine&lt;br /&gt;Everybody's gotta learn sometime&lt;br /&gt;Everybody's gotta learn sometime&lt;br /&gt;Everybody's gotta learn sometime&lt;br /&gt;Everybody's gotta learn sometime&lt;br /&gt;Everybody's gotta learn sometime&lt;br /&gt;Everybody's gotta learn sometime&lt;br /&gt;Everybody's gotta learn sometime&lt;br /&gt;Everybody's gotta learn sometime&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Beck-Everybody's gotta learn sometime)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-4411581451327155488?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/4411581451327155488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=4411581451327155488' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/4411581451327155488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/4411581451327155488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2009/03/change-your-heart-look-around-you.html' title=''/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-2865451548368290614</id><published>2009-01-30T23:16:00.006-02:00</published><updated>2009-03-15T22:19:51.043-03:00</updated><title type='text'>Tic-tac-tic-tac-tic-tac</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;[ Um momento pra fazer disso um diário]&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;07:30&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e eu penso onde foi que deixei meus chinelos, sento na cama e cochilo por uns minutos, o sono quase me desmonta, é como se tivesse anestesiada . E ai tem banho, escova, pão integral e beijo de despedida. Dia desses caiu um meteoro no café da manhã e eu achei que algo novo estava acontecendo, minutos depois acordei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;10:30&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e o ambiente fez o doce virar fel. Com as mãos apoiadas sob a cabeça imagino onde e como cheguei ali. Fecho os olhos e estou correndo, descendo as escadas atordoada e quando chego a rua, em meio a Rio Branco grito bem alto um palavrão. Isso mesmo. Eu certinha, boazinha e menininha viro bicho em meio aquele ambiente rodeado de falsidade, de hipocrisia, de injustiça e de neuróticos. Corro dali nos pensamentos pois ainda preciso me manter sã. Tento esquecer as mesquinharias dos que só querem o poder da razão e que sentam no trono de Deus com suas verdades. Eu pobre mortal flexível me calo, e me faço surda. Verdade nenhuma me compra absolutamente. Isso é aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;15:30&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; é a hora do desespero, meus olhos quase se fecham e eu me perco em meio a burocracia dos relatórios e fechos das pastas. Meus passos agora são apenas gesticulados entre o vai-e-vem de uma folha e outra a se encaixar naquele amontoado de papéis sem fim. Estou a sabe-se lá quantos anos atrás pensando como tudo aquela época era bom e eu nem sabia. Sinto falta de sorvete, de Legião na beira do abismo e da chuva na volta de uma sessão de cinema novamente só, das noites que me dediquei a loucos pra entender minha própria loucura e da solidão que cultivei pra entender meu eterno vazio. de Clarice que me decifrava e de Carlos Drummond que eu as vezes não entendia mas me agradava. As coisas se passam e eu faço de conta que estou aqui, mas já estou lá, perdida na escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;20:30&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; e eu queria correr dali, lá embaixo toca alguma coisa sertaneja misturada com forró, brinco com a lapiseira enquanto o professor discursa sobre alguma “descrepância” gramatical, só ouço a expressão “pura poesia” e a música toca a plenos pulmões lá fora. Nesse momento tento não lembrar do passado de que eu corro. Preciso vê-lo bem longe do meu coração, pra quem sabe enfim esquecer. Rercordo-me dos braços do meu pequeno, dos pequenos meigos olhos que me trazem de volta a razão. Viver é doce, mesmo em meio a essa confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;23:30&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; e novamente meus olhos se fecham compulsoriamente, martelo comigo mesma que envelheci nesses três anos mais do que deveria, que sonhei mais do que deveria e agora estou atordoada em meio a trilhões de coisas que eu não posso ter e quero. E eu corro atrás delas desesperadamente, e me afogo nessa rotina que me massacra e me envelhece. Em meio a essa gente que não “cresce”, que se afunda na mesmice do “eu sou” e na ignorância do “eu sempre sei”. Eu não sei tudo, e nem quero. Não saber é o que torna descobrir tão interessante, e nem que eu vivesse mil anos eu saberia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;03:30&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; eu sonho profundamente, e no meu sonho o espelho me diz resignado: “Senhorita, acho que já está na hora de jogar no lixo sua gravata, comprar uma guitarra e pedir demissão” Acordo, tomo um gole de água e volto a dormir, pra começar de novo, e de novo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-2865451548368290614?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/2865451548368290614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=2865451548368290614' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/2865451548368290614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/2865451548368290614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2009/01/tic-tac-tic-tac-tic-tac.html' title='Tic-tac-tic-tac-tic-tac'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-1855101564714844513</id><published>2009-01-04T22:11:00.004-02:00</published><updated>2009-01-04T22:15:43.477-02:00</updated><title type='text'>Um pouco de sentimentalismo</title><content type='html'>Os "figurinha" nas fotos 3x4 falando para o "Nino Quincampoix":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Figurinhas:&lt;/strong&gt; — "&lt;em&gt;Ela está apaixonada&lt;/em&gt;"...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nino:&lt;/strong&gt; — "&lt;em&gt;Mas eu nem mesmo a conheço&lt;/em&gt;"...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Figurinhas:&lt;/strong&gt; — "&lt;em&gt;Oh sim, você a conhece sim&lt;/em&gt;"...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nino:&lt;/strong&gt; — "&lt;em&gt;E desde qndo&lt;/em&gt;?"...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Figurinhas:&lt;/strong&gt; — "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Desde sempre Nino, desde sempre... Nos seus sonhos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-1855101564714844513?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/1855101564714844513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=1855101564714844513' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/1855101564714844513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/1855101564714844513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2009/01/um-pouco-de-sentimentalismo.html' title='Um pouco de sentimentalismo'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-441355526664303190</id><published>2008-10-30T21:01:00.000-02:00</published><updated>2008-10-30T21:03:59.710-02:00</updated><title type='text'>SONETO DA FIDELIDADE</title><content type='html'>De tudo, meu amor serei atento,&lt;br /&gt;Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto.&lt;br /&gt;Que mesmo em face do maior encanto&lt;br /&gt;Dele se encante mais meu pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero vivê-lo em cada vão momento&lt;br /&gt;E em seu louvor hei de espalhar meu canto&lt;br /&gt;E rir meu riso e derramar meu pranto&lt;br /&gt;Ao seu pesar ou seu contentamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, quando mais tarde me procure&lt;br /&gt;Quem sabe a morte, angústia de quem vive&lt;br /&gt;Quem sabe a solidão, fim de quem ama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu possa me dizer do amor ( que tive ) :&lt;br /&gt;Que não seja imortal, posto que é chama.&lt;br /&gt;Mas que seja infinito enquanto dure.&lt;br /&gt;(Vinícios de Morais)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-441355526664303190?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/441355526664303190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=441355526664303190' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/441355526664303190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/441355526664303190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2008/10/soneto-da-fidelidade.html' title='SONETO DA FIDELIDADE'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-3343680435381884419</id><published>2008-10-06T22:53:00.004-03:00</published><updated>2008-10-06T23:24:05.170-03:00</updated><title type='text'>Do passado pro futuro.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;"Ela me olhou bem, quem sabe com ela eu teria as tardes que sempre me passaram como imagem como invenção"&lt;br /&gt;"As ruas desse lugar ,conhecem bem, as noites longas, as noites pálidas, quando eu te procurava"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;"Look how they shine for you"&lt;br /&gt;"A não ser a vontade de te encontrar e o motivo eu já nem sei, nem que seja só pra estar ao teu lado, só pra ver no teu rosto, uma mensagem de amor."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do muito que vi de meu passado, nos blogs, nas lembranças, nas fotos, posso dizer que vivi o verdadeiro muro das lamentações. Eram lamúrias de todos os tipos, pra todos os gostos, de todas as formas. Era um exercício enorme pra paciência e pra vontade. Eram um frizar de todas as tristezas e uma verdadeira ignorância das coisas que eram próximas à felicidade.&lt;br /&gt;Eu me entediei em vinte minutos, isso porque era minha vida, minhas músicas, minhas lágrimas, minhas decepções, meus amores inacabados e acabados. Era um tantinho do meu passado misturado e escrito em um português horrível.&lt;br /&gt;Meu passado hoje me afronta diariamente, sinto saudades, não era melhor antes mas sinto saudades. Da chuva de sapos naquela noite fria, dos cacos nas gavetas, do espelho e da menina, do jardim e principalmente das flores, umas morreram, outras foram embora e algumas viraram borboletas e voaram pra bem longe daqui.&lt;br /&gt;Hoje ouvi todas aquelas músicas, Yellow, Ali, As noites, Palavras, No Surprises, Wise up, Save me, Mensagem de Amor, Eu preciso dizer que te amo. Li Drummond, Goethe e ate Pequeno Príncipe.&lt;br /&gt;Vasculhei a memória e guardei no coração a lembrança. Hoje escrevo não pra que leiam, ou que ouçam alguma teoria babaca. Hoje escrevo por mim, pra o meu futuro. Pra daqui quem sabe quatro anos eu possa entrar aqui novamente, ler tudo de novo, lembrar tudo de novo, e ficar com essa sensação. Essa sensação de passado guardado, de trilha, de caminho, de saudade. De Vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"Enleio:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Que é que vou dizer a você ?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Não estudei ainda o código&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;De amor.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Inventar, não posso.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Falar, não sei.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Balbuciar, não ouso.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Fico de olhos baixos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Espiando, no chão, a formiga.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Você sentada na cadeira de palhinha.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Se ao menos você ficasse aí nessa posição&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Perfeitamente imóvel, como está,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Uns quinze anos ( só isso )&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Então eu diria:Eu te amo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Por enquanto sou apenas o menino&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Diante da mulher que não percebe nada.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Será que você não entende, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;será que você é burra ?"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-3343680435381884419?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/3343680435381884419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=3343680435381884419' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/3343680435381884419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/3343680435381884419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2008/10/do-passado-pro-futuro.html' title='Do passado pro futuro.'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-1429605585938476848</id><published>2008-09-15T20:56:00.006-03:00</published><updated>2008-09-15T21:09:53.186-03:00</updated><title type='text'>Desvarios</title><content type='html'>&lt;em&gt;"s. m.,&lt;br /&gt;acto ou efeito de desvariar;&lt;br /&gt;loucura;&lt;br /&gt;delírio, exaltação;&lt;br /&gt;devaneio, desacerto, erro."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Se não fosse essa vontade louca de viver... The Strokes &amp;amp; ipod. No último volume, em plena Rio Branco às 6 da tarde. Afinal, se não vivermos o que nos resta fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Last night she said&lt;br /&gt;Oh, Baby, I feel so down&lt;br /&gt;Oh, and turned me off&lt;br /&gt;When I feel left out&lt;br /&gt;So I, I turned around&lt;br /&gt;Oh, baby, I don't care no more&lt;br /&gt;I know this for sure&lt;br /&gt;I'm walking out that door&lt;br /&gt;Well, I've been in town&lt;br /&gt;For just about fifteen whole minutes now&lt;br /&gt;Oh, Baby, I feel so down&lt;br /&gt;And I don't know why&lt;br /&gt;I keep walking for miles&lt;br /&gt;But the people they don't understand&lt;br /&gt;No, girlfriends, they can't understand&lt;br /&gt;Your grandsons, they won't understand&lt;br /&gt;On top of this I ain't ever gonna understand&lt;br /&gt;Last night she said&lt;br /&gt;Oh, Baby, don't feel so down&lt;br /&gt;Oh, and turned me off&lt;br /&gt;When I feel left out&lt;br /&gt;So I, I turned around&lt;br /&gt;Oh, Baby, I'm gonna be alright&lt;br /&gt;It was a great big lie&lt;br /&gt;Cuz I left that night, yeah&lt;br /&gt;Oh, people they don't understand&lt;br /&gt;No, girlfriends, they don't understand&lt;br /&gt;In spaceships, they won't understand&lt;br /&gt;And me, I ain't ever gonna understand&lt;br /&gt;Last night she said&lt;br /&gt;Oh, Baby, I feel so down&lt;br /&gt;She had turned me off&lt;br /&gt;When I feel left out&lt;br /&gt;So I, I turned around&lt;br /&gt;Oh, little girl, I don't care no more&lt;br /&gt;I know this for sure&lt;br /&gt;I'm walking out that door, yeah&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preferida \o/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-1429605585938476848?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/1429605585938476848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=1429605585938476848' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/1429605585938476848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/1429605585938476848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2008/09/desvarios.html' title='Desvarios'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-309202430996222601</id><published>2008-09-07T19:03:00.001-03:00</published><updated>2008-09-14T12:17:27.932-03:00</updated><title type='text'>Borboletas negras;</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-family:Verdana;font-size:10;color:maroon;"   &gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(51,0,51)"&gt;”A borboleta negra é aliada da morte, avisando que alguém vai morrer”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:'Bookman Old Style';"&gt;Há muito tempo, não o suficiente pra me apagar a memória, lembro-me de alguém ter me dito que as pessoas más se transformavam em borboletas negras quando morriam. Então, como num código secreto, as pessoas que amei, e que foram embora da minha vida e não de dentro de mim, morriam, e nasciam borboletas negras em seu lugar, e elas povoavam um jardim escondido na minha alma, jardim este que estava coberto pelo frio causado pelo inverno do meu sentimento. Essa era a fase que eu chamava de esquecimento, essa era a fase que mais demorava, essa era a fase que eu mais temia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Bookman Old Style';"&gt;E também me lembro de algo mais. Lembro de ter lido que um relacionamento se equilibra na frágil linha de uma das partes abdicar do não e da outra deixar-se dizer sim, um relacionamento se constrói na constante busca de um “não deixar que as coisas se percam”, se constrói na ligação que você jurou que não ia fazer, no caminho que você contornou porque não queria ir embora, nas noites embriagadas que não segurou o eu te amo na ponta da língua e nas vezes que olhou no fundo do espelho e se questionou se realmente valia a pena, e valeu. Constrói-se no não acompanhado do sim, porque o sim é a constatação de que ainda há um motivo pra se lutar por aquele momento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Bookman Old Style';"&gt;E por mais que aprendemos, as pessoas vão embora... Mas ficam os cheiros, ficam as músicas, ficam aqueles instantes guardados em um lugar bem fundo e escuro, ficam as vezes que jurei que não ia acontecer de novo, e aconteceu. Ficam as lágrimas presas no descontentamento e os sorrisos que são lembrados entre uma nota e outra de uma música antiga. Fica tudo e ao mesmo tempo nada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Bookman Old Style';"&gt;Guardam-se todos os sonhos que não se realizaram, todas as juras que não foram cumpridas e todas as vezes que jurei que ia esquecer, e não esqueci. Guardam-se.... E ficam lá pra que em algum momento possamos viver um pouco do passado, lembrarmos um pouco dos que ainda não foram embora, e descobrirmos que são nas coisas inacabadas que ficam os sentimentos que mais incomodam.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Bookman Old Style';"&gt;Em todas as coisas que não acabam paira o fantasma do “e se...”. Se tenho saudade? Tenho não... Mas não controlo meu fantasma, ele toma os meus pensamentos, me confunde, me rende com armas sentimentais que eu mesma prego em mim.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:'Bookman Old Style';"&gt;O meu fantasma são minhas borboletas negras, e eu espero, realmente espero, que um dia elas se libertem de mim e possam ir embora, voar em outros ares, voar longe daqui. E também espero que nesse dia se esqueçam do que eu senti, porque eu já esqueci. &lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;"cause lovers will come, lovers will go this rare seed from which true love might grow and if you see her, won't you please say hello cause i don't know if i can do this alone "&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-309202430996222601?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/309202430996222601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=309202430996222601' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/309202430996222601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/309202430996222601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2008/09/borboletas-negras.html' title='Borboletas negras;'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-7975659178205357496</id><published>2008-06-30T22:07:00.003-03:00</published><updated>2008-06-30T22:15:17.302-03:00</updated><title type='text'>Um último adeus.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_PmeWo8rIJAE/SGmFFNxXl0I/AAAAAAAAABk/NHfoJt-8hi8/s1600-h/ATgAAAD7j0sAKoUJRYvLphQ2j_aY0ExV7YTluabAsXzN4UQ2WvWJmhne8OPdU8NMqhR0xkCVVFTsSKECUUjpEJaSAAqRAJtU9VAuyEXDupduJyFhNGywifXjhacM9A.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_PmeWo8rIJAE/SGmFFNxXl0I/AAAAAAAAABk/NHfoJt-8hi8/s320/ATgAAAD7j0sAKoUJRYvLphQ2j_aY0ExV7YTluabAsXzN4UQ2WvWJmhne8OPdU8NMqhR0xkCVVFTsSKECUUjpEJaSAAqRAJtU9VAuyEXDupduJyFhNGywifXjhacM9A.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5217847967927998274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Eu cá, imersa em tantos “poréns” que a vida (de terno e gravata) coloca diante de mim havia me esquecido de lá. E hoje me veio uma saudade e um medo tão grande que transbordou em frio aqui dentro e lá fora. Por algum motivo que não entendo ainda chamava aquela terra de casa, ainda lembrava do cheiro das cortinas e do tempo seco que atacava sinceramente minha rinite. E por mais que eu tenha me acostumado com a maresia das manhãs daqui, com meu travesseiro e com minha cama, ainda me confortava saber que eu poderia voltar a qualquer hora que minhas lembranças estariam guardadas ali. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Hoje me tiraram um pedaço, pois quando eu voltar será outra casa, não terei mais um quarto que me espera, nem os sonhos que passaram, nem as lágrimas que ficaram presas em cada canto daqueles momentos que vivi. Esquecerei do primeiro adeus que me quebrou o coração, dos primeiros passos da minha cachorra e do último suspiro acompanhado da solidão, e por mais que eu quisesse me conformar que a minha vida é um ciclo a estagnação daquele lugar me dava a segurança de que todo meu passado seria meu pra sempre enquanto ele existisse, enquanto os meus anjos estivessem naquela cabeceira, enquanto resquícios das minhas roupas estivessem naquele armário, enquanto todas as minhas alegrias e tristezas estivessem guardadas naquele cheiro que eu voltava a sentir quando voltava pra casa, mesmo que por poucos dias, ou por poucos segundos em meus pensamentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Imagino agora que quando voltar será outro Eu dentro daquela cidade, e aquilo tudo será tão indiferente as minhas lembranças que perderei o lugar onde o meu passado se encontrava. O ponto onde tudo havia parado pra me trazer de volta a vida, mas que havia ficado ali por muito tempo, esperando o dia que eu quisesse voltar e reviver tudo que fui por alguns segundos. Hoje a sensação que tenho é que perdi o meu passado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-7975659178205357496?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/7975659178205357496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/7975659178205357496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2008/06/um-ltimo-adeus.html' title='Um último adeus.'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_PmeWo8rIJAE/SGmFFNxXl0I/AAAAAAAAABk/NHfoJt-8hi8/s72-c/ATgAAAD7j0sAKoUJRYvLphQ2j_aY0ExV7YTluabAsXzN4UQ2WvWJmhne8OPdU8NMqhR0xkCVVFTsSKECUUjpEJaSAAqRAJtU9VAuyEXDupduJyFhNGywifXjhacM9A.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-939528879644364797</id><published>2008-01-09T21:38:00.000-02:00</published><updated>2008-01-09T21:47:23.572-02:00</updated><title type='text'>Nostalgia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"&lt;em&gt;Um dia você descobre que "crescer" é inevitável. Que nem tudo é como você espera e que criar expectativas quanto as pessoas só atrai pensamentos errantes, o certo é você criar expectativas sobre si mesmo , ultrapassá-las e ver à sua volta o resultado de tudo que você transformou em um tornado só pra SE organizar e acreditar que nem tudo é exatamente como você quer.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Um dia você percebe que por mais que você implique com sua mãe, com seu irmão e com toda sua família, eles vão fazer falta! Isso mesmo! Quando você estiver a 800 km de casa e lembrar do bolo de chocolate, das velas e de tudo que você odiou você vai entender que essas pessoas são grande parte de sua vida, que elas vão estar ali com um olhar de aconchego pra sempre, que você pode ser o que for: astronauta, flautista, andarilho; e você também pode ser como for, você pode voar, sonhar e até mesmo se estrepar,eles sempre serão o porto seguro nas noites frias, vão estar ali quietinhos, junto com o cheiro de feijão recém cozido, com a gritaria das crianças na cozinha, com tudo aquilo que você sempre amou e que achava que não sabia. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Um dia você encontra a criança no espelho, e então consegue ver a magia de sonhar com um futuro, entender o passado e viver incondicionalmente o presente. Você sabe que os preços vão subir, que o trabalho um dia vai te enlouquecer e que o trânsito vai te atrasar, mas você tem um porquê. Quando se tem um porquê tudo faz sentido. Não importa os fantasmas que não te deixam, o passado que te arrasta levando com ele tudo em que você acredita. Você aprende que certas feridas nunca saram, é isso mesmo... Certas feridas estarão ali pra sempre e cabe à você esquecê-las ou remoê-las a vida toda.Um dia você lembra que nem tudo é pra sempre, que amigos virão, estarão e um dia o destino leva eles pra bem longe, alguns ficarão por perto, outros ficarão por dentro, outros se esquecerão com o tempo, o importante é você não esquecê-los. Há de existir sempre o sorteve em dia de chuva, as risadas e as lágrimas em dias de sol. Lembrar é a melhor forma de viver tudo de novo, de voltar no tempo, e fazer de conta que você ainda tem seus 15 anos e acha que já viveu demais pra saber sobre tudo na vida.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;E sim, por mais que o destino seja cruel, que você sofra, derrame rios de lágrimas você vai se apaixonar, de novo e de novo. E um dia com entardecer cor de laranja você vai o encontrar. Poucas buscas são tão intensas quanto a pela da felicidade. Você procura nos outros, em você e quando você começa a enlouquecer passa a buscar até em lugares simples como embaixo da cama, atrás das portas e dos armários, e um dia tudo isso acaba. Nesse dia você encontra sua verdadeira casa. Nesse dia você descobre a mão que te segura, os olhos que te guardam e o beijo que te acalma. Você tem o seu herói que te proteje contra todos os males da vida , da solidão... Que te puxa de lá do fundo pra te mostrar o amanhecer dos seus sonhos e o entardecer de seus desperos. E você se exaspera...Cuida tanto que as vezes teme descuidar, ama tanto que as vezes pensa não aguentar, mas no fim, apesar de tudo você se entrega, você vive assim como tem de ser, com quem tinha de ser, porque você sabe que aquela pessoa é só pra você assim como você será sempre dela. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;E no final de tudo, quando você acha que está bem velhinha aos 22 anos você suspira bem fundo de um suspiro de Vida, de esperança, de amor, de saudade... E junta tudo que você viveu em uma caixinha bem colorida, esconde em um canto bem bonito do seu coração, olha-se no espelho e dá-se um belo sorriso. Um sorriso de penetrar na alma, um sorriso de penetrar , um sorriso pra lhe mostrar a vida&lt;/em&gt;." 23-11-2007&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-939528879644364797?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/939528879644364797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=939528879644364797' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/939528879644364797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/939528879644364797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2008/01/nostalgia.html' title='Nostalgia'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-7795192811434329113</id><published>2007-12-03T07:10:00.000-02:00</published><updated>2007-12-03T07:11:48.940-02:00</updated><title type='text'>*A que:</title><content type='html'>Sonha;&lt;br /&gt;Sorri;&lt;br /&gt;Acorda de mau humor;&lt;br /&gt;Anda;&lt;br /&gt;Faz o café;&lt;br /&gt;Corre;&lt;br /&gt;Atrasa;&lt;br /&gt;Grita;&lt;br /&gt;Chora;&lt;br /&gt;Sofre;&lt;br /&gt;Canta no chuveiro;&lt;br /&gt;Lava a roupa;&lt;br /&gt;Passa;&lt;br /&gt;Vê um filme na tv;&lt;br /&gt;Ensaia o pôr-do-sol;&lt;br /&gt;Vê o barquinho na enseada;&lt;br /&gt;Observa o mundo e Sente enquanto todos estão sendo;&lt;br /&gt;Corre (esta chovendo);&lt;br /&gt;Escreve porque dói;&lt;br /&gt;Chora porque tenta;&lt;br /&gt;Liga porque tem saudade;&lt;br /&gt;Prepara o jantar;&lt;br /&gt;Abraça;&lt;br /&gt;Ama;&lt;br /&gt;Dorme;&lt;br /&gt;Sonha novamente;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-7795192811434329113?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/7795192811434329113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=7795192811434329113' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/7795192811434329113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/7795192811434329113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2007/12/que.html' title='*A que:'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-6560081655059756747</id><published>2007-09-29T20:16:00.000-03:00</published><updated>2007-09-29T20:18:27.238-03:00</updated><title type='text'>Porque nem tudo precisa de explicação...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Inúmeras vezes observo o céu repetir-se na janela e cada dia acredito mais que o mundo, assim cor de anil ou cor de jambo, é enfadonho. E não digo pelas várias vezes que passei por ali, ou pelas vezes que deixei de estar aqui, ou pelos tantos  “poréms” que impediram-me de ser levada para acolá. Cada traço da cidade cinza parece-me só, e acho, em dias assim, que tudo existe de forma singular porque necessariamente somos sós. Insistimos em ser metade porque apesar de tudo, por algum descuido da natureza, necessitamos de cuidado, de um olhar que descansa, precisamos lutar contra tudo que somos porque é assim que tem de ser.&lt;br /&gt;Cada molécula que nunca irá repetir-se novamente, cada segundo que voa pelo tempo e nunca mais viverá a não ser em nossa mente. Penso em tudo que vai e tudo que fica, e o passado substancialmente me soa tão presente quanto a vida, e a linha que o distingue  do agora  faz-se tão frágil que hora ou outra me perco no tempo tentando esquecer tudo que foi e o medo do que será.&lt;br /&gt;E o tempo passa pela janela e não peço carona, observo-o indo e vindo, suas curvas, seus desvios, seus atropelos, seus inesperados encontros, suas paixões e suas lágrimas escorrendo. Tento livrar-me dele mas ele me gruda, me pega, me leva daqui pra o passado e vez outra me traz de volta assim, ressabiada... Leva-me daqui pro futuro e vez ou outra me traz de volta assim, com sonhos juvenis. Leva-me pra o presente e não me trás de volta não, fico inerte dentro de cada esboço de sorriso que dou e que guardo dentro de mim como um tesouro inimaginável.&lt;br /&gt;Dentro de cada instante tento esquecer-me de todas as coisas necessárias, mas elas invadem o meu mundo em dias irrelevantes, em horas inesperadas, preenchem o vazio de meus pensamentos e devastam tudo que plantei e reguei em meu coração. Ficam martelando, viram idéias fixas e voam, voam por ai e por aqui sempre que estou a distrair-me com os andares de viver.&lt;br /&gt;Chove lá fora, e o vidro novamente esta embaçado, e na névoa bem ali à frente eu percebo o que tanto me custa enxergar. Viver dói, viver cura... E viver inesperadamente é a única solução para nós, esses bichinhos tão instintos ultimamente, os sonhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-6560081655059756747?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/6560081655059756747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=6560081655059756747' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/6560081655059756747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/6560081655059756747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2007/09/porque-nem-tudo-precisa-de-explicao.html' title='Porque nem tudo precisa de explicação...'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-3119505649210967526</id><published>2007-08-04T21:08:00.000-03:00</published><updated>2007-08-04T21:14:56.650-03:00</updated><title type='text'>Sobre as manhãs após finalmente acordar pra vida</title><content type='html'>&lt;em&gt;"Porque foste na vida &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A última esperança &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Encontrar-te me fez criança &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Porque já eras meu &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sem eu saber sequer &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Porque és o meu homem &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E eu tua mulher &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Porque tu me chegaste &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sem me dizer que vinhas &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E tuas mãos foram minhas com calma &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Porque foste em minh'alma &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Como um amanhecer &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Porque foste o que tinha de ser&lt;/strong&gt;"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Tom Jobim)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Misteriosamente, e não por coincidência, parece-me que Rio de Janeiro exala MPB por todos os poros. Talvez seja o pão de açúcar ou o corcovado, pensando melhor... Deve ser o amor.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-3119505649210967526?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/3119505649210967526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=3119505649210967526' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/3119505649210967526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/3119505649210967526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2007/08/sobre-as-manhs-aps-finalmente-acordar.html' title='Sobre as manhãs após finalmente acordar pra vida'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-1883640896107474387</id><published>2007-06-27T14:25:00.000-03:00</published><updated>2007-06-27T18:37:03.529-03:00</updated><title type='text'>Um passeio pela cidade maravilhosa.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se você anda no Centro do Rio de Janeiro pode ver TUDO. Ele, literalmente, ferve. É vivo, é quase gente.É brasileiro daqui, dali, de lá e de cá. É coração do universo, é vida a pulsar. Tantos rostos... Pequenos rostos que desenham a imensidão limitada pela Avenida Rio Branco. Chinelo, bermuda rasgada, panfleteiros, calça jeans da moda, escarpin e terno Armani. Vê-se de tudo um pouco e do pouco tudo. O sol não ajuda, e ninguém ajuda, se você está no Rio de Janeiro é você por você "meu irrrmão". Oito da manhã ele nasce, dez da noite ele dorme e na madrugada ele quase morre. É o dia a dia de um bicho cansado, sujo mas vivo, ele é coração que bate fervorosamente cada veia e pedaço dessa cidade cheia de "encantos mil".&lt;br /&gt;Quando chego em Botafogo, terra abençoada pelo Cristo, lá em cima de braços abertos a nos velar, sinto que o Rio de Janeiro dorme. Sono tranqüilo, paz de navegador que contempla o horizonte. Lembro do entardecer na Urca, dos passeios que fico a observar pelas calçadas os trilhos bem delineados e limpos, das madames e seus poodles dançando com graça e claro não poderia nunca me esquecer delas, as "garotas de Ipanema" que se estenderam para o Leblon e Barra da Tijuca.&lt;br /&gt;Fevereiro é carnaval. E abram alas que o Rio de Janeiro de várias faces quer passar.É banda na rua, banda na TV, banda de frevo, banda de rock na lapa pra quem quer fugir. É Brilho, glamour é paetê. Mas todo carnaval tem seu fim, e após ele em uma tarde de pico de um dia qualquer você conhece a Mangueira realmente. Glória ao pai! Muita gente no trânsito, muita gente no hospital. É bala que voa pra lá, pra cá. É bala meu filho, não vê? Corre senão ela pega você! Rio de janeiro está vivo, gritando e cantando, sorrindo e chorando, é sangue que escorre no noticiário da TV.&lt;br /&gt;Rio de Janeiro dos pobres estudantes encarcerados, surrupiados do direito de ser o que lhes foi ensinado, das domésticas más que são espancadas sem saber o porquê, dos pais que tapam os olhos com a venda da hipocrisia com medo de ver. Rio de Janeiro dos peões, pedreiros e lixeiros que acordam cedo e cansam os músculos e a vida pra comer, dominados pelos pobres meninos armados que comandam a boca. Fazer o quê? Eles não tinham como escolher, a sociedade dominada pelos burgueses os obrigam a “matar” a sede de viver.&lt;br /&gt;E agora tem a eleição do Cristo Redentor, é camiseta pra lá, propaganda pra cá. É o senhor presidente louvando a grande beleza da cidade, orgulho desse nosso país de Deus. Companheiros, votemos no Cristo, sejamos patriotas!Tapem os olhos, porque nossa cidade, definitivamente, é maravilhosa! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-1883640896107474387?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/1883640896107474387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=1883640896107474387' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/1883640896107474387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/1883640896107474387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2007/06/um-passeio-pela-cidade-maravilhosa.html' title='Um passeio pela cidade maravilhosa.'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-736693210220043043</id><published>2007-06-22T07:04:00.000-03:00</published><updated>2007-06-27T12:09:45.322-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autobiografia'/><title type='text'>História (de amor) sem fim.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;strong&gt;Ela&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Dois copos de vodka com maracujá. Tédio... Raiva. Era raiva? Não era raiva, não era tristeza. Era só algo que invadia os pensamentos devastando tudo como um tornado. Era um nó engasgado e envolto a uma pergunta sem resposta, a uma perda tão inexistente como as cicatrizes em seu coração. Um vazio cheio de singularidade que tomava posse de suas noites, e fazia de seus pequenos gestos verdadeiros objeto de rara demonstração. Ela não vivia pra si, vivia para os outros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Ele&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Só... Tão cheio e tão grão de areia no universo que não podia entender. Não entendia, não perguntava. Era incógnita dos próprios pensamentos que guardavam a esperança de um menino. Prendia-se na dor dos que foram embora cedo demais, arranhava as paredes e o macio doce da lâmina em sua carne fazia-o esboçar um sorriso. Observava o sangue escorrer por entre seus dedos , pelas suas mãos, e enfim atingir o chão, dando-lhe cores que lembravam o crepúsculo anunciante do final de mais uma noite em vão. E o frio tomava conta de seu corpo tão rápido quanto os gritos de horror presos na madrugada, gritos que ele continha em sua mente juntamente com suas lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;strong&gt;Início [Aquele dia]&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;-Fale com ela;&lt;br /&gt;-?&lt;br /&gt;-Fale com ela!&lt;br /&gt;-Com quem?&lt;br /&gt;-Já viu o filme?&lt;br /&gt;[Ela é maluca]&lt;br /&gt;[Ele é burro]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Nós [Algum e muito tempo depois]&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span style="color:#660000;"&gt;Alô!&lt;br /&gt;-Tudo bem? É a L..&lt;br /&gt;-Porque está me ligando?&lt;br /&gt;-Porque tenho saudade, não posso sentir saudade J. ?&lt;br /&gt;-Pode, (...).&lt;br /&gt;Não era de L. que falava, trocava a sua singularidade personalíssima por outro nome, o seu nome agora estava preso na garganta, sabia que se o trocara pelo de outra algo estava errado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;&lt;br /&gt;Recomeço&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;-Como você ousa me “enviar” um beijo pela C.? Não conhece o significado da palavra nunca mais?&lt;br /&gt;-Sinto saudade.&lt;br /&gt;-Nesses três meses longe de você sofri e senti o amargo da desesperança, tentei esquecer que você disse que nunca me veria como mulher quando perguntei porque tinha escolhido outra. Porque insiste nessa amizade naufragada? Eu preciso te desgrudar dos meus pensamentos...&lt;br /&gt;-As vezes acho que me sentirei um órfão quando você deixar de me amar, e então me apaixonarei por você, e só nesse dia perceberei tudo que perdi.&lt;br /&gt;-Isso é triste.&lt;br /&gt;-Por quê?&lt;br /&gt;-Eu seria como uma criança, de olhos brilhantes pregado na vitrine, que deseja uma bicicleta mais que sua própria vida. E quando enfim a ganhasse seria tarde demais, já havia desistido dela, e nesse momento estaria sonhando com um par de patins.&lt;br /&gt;-Realmente é triste.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Eu te amo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;-Porque você some? Sabe que me preocupo com você mais do que com minha própria vida, sabe do amor que guardo em cada entrelinha de meus pensamentos, sabe que uso nossa amizade como escudo que esconde a dor por não te ter ao meu lado. Você viu quantas vezes te liguei. Tenho medo... Já não sei se quero continuar com isso J. , sou apenas uma menina que busca o seu amor e que nunca o terá, algum dia, em algum lugar tenho que me conformar com isso.&lt;br /&gt;-Noite passada pensei muito em você.&lt;br /&gt;-Pensou em mim e não deu sinal de vida? Eu realmente não consigo te entender, não consigo entender qual vai ser o final dessa história.&lt;br /&gt;-L., Eu te amo.&lt;br /&gt;[Incrível como frações de segundos mudam completamente a vida de algumas pessoas.]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Hoje&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;-Estou tão angustiada, sinto um aperto, uma vontade de chorar. Deixar uma vida de lado e ser tão feliz que as vezes dói custa um preço além do que eu poderia imaginar.&lt;br /&gt;-Me abraça... Não chora minha pequena.&lt;br /&gt;[Ela canta]&lt;br /&gt;-“Eu sei que vou te amar, por toda a minha vida eu vou te amar, em cada ausência tua eu vou te amar(...)”&lt;br /&gt;Lágrimas, sorrisos, olhos de enleio e de ternura em meio a mãos que afagam e mostram o que é dizer do amor com dedos que contornam a face. Olhos novamente.&lt;br /&gt;-Eu te amo, minha pequena.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Ela&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Observa ele enquanto dorme, o seu menino, o fruto de um amor que fica preso em cada instante de sua vida, a estrada que escolheu percorrer dentro de seus lábios, de seus braços de seu sorriso. É o alivio das tardes que sufocam o domingo. É passeio na Urca sob a luz do pôr-do-sol. É música inédita de sua alma que era muda. Ela vela o sono de um anjo. Ele agora é palavra final de história sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Ele&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Tem a vida que nunca escolheu pra si, mas que vive pois está ao lado dela. Descobre, diante do esforço de cada dia que faz para estarem juntos, que nunca sabemos do que somos capaz até amar alguém de verdade. Ele agora é o menino preso em cada grito que se libertou da escuridão. Ele dorme. Ela agora é ponto final de história sem fim.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-736693210220043043?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/736693210220043043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=736693210220043043' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/736693210220043043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/736693210220043043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2007/06/histria-de-amor-sem-fim.html' title='História (de amor) sem fim.'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-3397268451105043446</id><published>2007-06-16T10:34:00.000-03:00</published><updated>2007-06-16T13:02:27.561-03:00</updated><title type='text'>Dia que nasce, vida que morre.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Acordou. Onze e trinta da manhã e os olhos doíam, o peito guardava a esperança da madrugada e o fígado sentia o exagero da noite que foi deixada juntamente com seu isqueiro naquela mesa de bar. Tomava o café amargo e quase frio enquanto tragava o primeiro cigarro, aquele que percorria as vias respiratórias ainda limpas, que enchia os pulmões de um veneno delicadamente doce e preenchia o vazio do alma inabitável, incoerente e evasiva que carregava.&lt;br /&gt;O vento.... Soprava e tocava a face com desdém, embalava as flores pintadas pelo mesmo vermelho vivo de suas unhas e pousava as folhas secas do seu pensamento. A fumaça que perambulava em seu quarto nesse instante fez com que ela, menina resguardada pelo silêncio de seus gestos, lembrasse da névoa que havia coberto os seus passos no caminho de volta.&lt;br /&gt;Nos lábios ficaram as palavras vazias, o gosto de um estranho e o amargo que se misturava com a saudade de tudo que não foi.&lt;br /&gt;Os sapatos, jogados no canto esquerdo do quarto, estavam sujos... E ela em um gesto de refúgio tentava lembrar por onde tinha andado nos últimos meses que carregou sobre as costas o peso de viver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;Apenas viver, sem saber o que.&lt;br /&gt;Onze e quarenta e cinco, precisaria correr pra não perder o programa na TV. Por instantes observou com ternura os pássaros cantando e dançando com o ar. E assim em um gesto incessante soltava a fumaça de seu peito e o peso de seu coração. Esquecendo de lembrar que o tempo inevitavelmente passava enquanto as pessoas estavam sendo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;E ela fingia, e o seu íntimo gritava , sua voz calava e sua vida, diante do abismo de ser ela, secava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-3397268451105043446?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/3397268451105043446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=3397268451105043446' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/3397268451105043446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/3397268451105043446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2007/06/dia-que-nasce-vida-que-morre.html' title='Dia que nasce, vida que morre.'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-3353699181605532771</id><published>2007-06-12T16:25:00.001-03:00</published><updated>2007-06-13T10:26:15.193-03:00</updated><title type='text'>Já que não sei dizer, que digam por mim.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tentaria não ser clichê se pudesse. Sei o quão dentro do comum soa esse texto neste dia, sei também quantas pessoas que nunca sequer experimentaram a metafísica do amor irão postá-lo hoje. Irão recitar essas palavras que assim como passáros ficarão livres no ar, mas nunca presas na janela da alma e do coração.&lt;br /&gt;Hoje vivemos essa época de "estranhesa". Somos estranhos perante a parte de dentro de grande parte das pessoas de nosso círculo social. Somos a máscara delineada pelo medo do amor mediaval, aquele com príncipes, cavalos e uma rosa acompanhada por uma carta, somos a casca que enfim adquiriu o "relacionamento liberal" da modernidade. Mas eu, cá entre nós, ainda fico com Cazuza: "Você me pede pra ser mais moderno que culpa que eu tenho é só você que eu quero - Medieval".&lt;br /&gt;E sim, sou clichê e prevísivel o quanto posso... Afinal hoje é Dia dos Namorados, e depois de uma longa estrada acompanhada pela solidão eu posso dizer: Uhum.... Eu tenho namorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Ter Namorado:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.&lt;br /&gt;Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.&lt;br /&gt;Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.&lt;br /&gt;Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.&lt;br /&gt;Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.&lt;br /&gt;Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.&lt;br /&gt;Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.&lt;br /&gt;Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.&lt;br /&gt;Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.&lt;br /&gt;Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.&lt;br /&gt;Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.&lt;br /&gt;Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.&lt;br /&gt;Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido."&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Atribuído a Carlos Drummond de Andrade, mas há controvérsias e quem diga que é de Artur da Távola )&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-3353699181605532771?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/3353699181605532771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=3353699181605532771' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/3353699181605532771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/3353699181605532771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2007/06/j-que-no-sei-dizer-que-digam-por-mim.html' title='Já que não sei dizer, que digam por mim.'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-5563585476163865678</id><published>2007-06-05T10:44:00.000-03:00</published><updated>2007-06-05T10:49:50.326-03:00</updated><title type='text'>A Desilusão</title><content type='html'>&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#663300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Vislumbro a vida e mais uma vez penso:&lt;br /&gt;Tenho medo, medo da vida desfalecer,&lt;br /&gt;Medo do aroma das flores ao entardecer,&lt;br /&gt;Medo de ser metade minha, e metade nada.&lt;br /&gt;Medo de crer e ser um ser dentro da madrugada,&lt;br /&gt;Submerso no ente desgastado que se transformara o amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Vivo entalada na garganta dos que gritam porque não podem chorar,&lt;br /&gt;Dos que choram porque não podem gritar, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Dos que esmurram o concreto que  fez-se a dor em seu coração.&lt;br /&gt;Sou fato disperso no horizonte, encontro-me perdida...&lt;br /&gt;Envolvida no sepulcro do que foi a paixão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Mas um dia, se tu me pedes, despeço-me de ti resignada.&lt;br /&gt;Porque se tu o fazes entendo que de mim não poderás ter mais nada.&lt;br /&gt;Sim, nesse dia falece em tu o medo.&lt;br /&gt;Cresce em teus olhos o verde das árvores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;E torno-me novamente a viajante errante, solitária...&lt;br /&gt;Perdida em meio aos desvarios dos que foram,&lt;br /&gt;dos que sentem uma mentira sussurrada .&lt;br /&gt;Dos que vivem a vida de forma rasa e amargurada.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-5563585476163865678?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/5563585476163865678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=5563585476163865678' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/5563585476163865678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/5563585476163865678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2007/06/desiluso.html' title='A Desilusão'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-1985492532740493590</id><published>2007-05-30T15:28:00.000-03:00</published><updated>2007-06-05T10:52:08.429-03:00</updated><title type='text'>Carta para um amor acabado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Sentados no banco, eu e você jogamos xadrez para encontrarmo-nos no tempo novamente, remediando o não em meio ao nada e tudo que seria e não aconteceu.&lt;br /&gt;Já te disse que éramos amigos porque eu temia a chuva e você me levava de encontro à ela? Parece que naqueles dias o céu desfazia-se em lágrimas pra nos lavar à alma de barro. As coisas estavam no lugar porque eu tinha preguiça de “Ser” aquelas tardes, e sabia que o horizonte era alaranjado porque o frio tomava conta do entardecer de meus sonhos. Você não precisava ter dito, eu já tinha lido em cada gota de chuva em sua face que você iria embora sem deixar rastros. E você sabe, nunca acreditei que existi ao seu lado. Eu fui a construção de um castelo de cartas falsas, que além de inabitável era constituído apenas por um outono coberto por folhas secas e sem vida. Hoje a praça que foi um pedaço de nós mostra-se tão nova-iorquina quanto os seus olhos. Em meio a frieza dos olhares e do céu cinza, encontro resquícios do que fomos. Você foi apenas poesia inacabada de poeta cego perante as belezas da vida. Não quis te entreter com o verde água de meus olhos nem com as minhas mãos que delineavam o horizonte que agora era distante, afinal nunca tive olhos verdes e nunca vimos juntos o horizonte.&lt;br /&gt;O tempo foi embora , me distraí e ele escapou-me pelas mãos junto com os sussurros, as cartas em meio ao pó e seus olhos despedindo-se da imensidão do que nunca fomos. Vejo daqui seus passos ao longe, escrevo músicas sobre uma vida que não era, não foi e não será. E em meio a tudo que restou tenho uma carta. Hoje reino em minha vida e contemplo novamente o medo, parece que finalmente encontrei o caminho por onde estou “Sendo”. Seus olhos frios estão distantes agora, vez ou outra ouso tocar a paisagem do meu coração pra te procurar. Não te encontro....&lt;br /&gt;Você foi embora junto com a madrugada. E junto aos cacos ficaram apenas os dias que foram contigo, você foi em minha alma paraíso distante porém quando encontrava-te derramava o sangue de meus olhos em sua presença e me colocava diante de seus caprichos, você era soberana perante tudo que senti.O jogo acabou e sei que você viu em meus olhos que construí uma muralha diante de nós, essa muralha que me embriaga, me renova e me tonteia, essa muralha que chamamos de amor de verdade...&lt;br /&gt;A você Solidão não resta mais fresta em meu peito, nem brecha em meu coração, o que fomos ficou apenas como resquícios do passado e lá, como haveria de ser, permanecerá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ass.: O que ama de verdade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-1985492532740493590?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/1985492532740493590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=1985492532740493590' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/1985492532740493590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/1985492532740493590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2007/05/carta-para-um-amor-acabado.html' title='Carta para um amor acabado'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-3112278742486708960</id><published>2007-05-16T08:17:00.000-03:00</published><updated>2007-05-16T08:24:01.855-03:00</updated><title type='text'>Cheiro de tinta fresca</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Algo surge em minha casa, entra pelas minhas narinas e me deixa tonta. Sento, e já não posso pensar como foi que deixei-me ficar  naquele estado. Osvaldo deve demorar-se, é longa sua estrada, sua viagem e há tempos deixei de me importar com isso e percebi que não somos pedra no mesmo caminho. Adquiri hábitos estranhos nesses anos, coleciono fotos dos lugares que não visitei, dos sorrisos que não vi, e das borboletas no meu jardim que nunca observei. Limito-me ao mundo do não ser, porque nunca me contentarei com o meu, o meu mundo é cinza e opaco pelos olhos da grande Avenida Paulista.&lt;br /&gt;Sete e trinta o relógio toca, levanto-me custosamente, aprecio meus lençóis de cetim, minhas xícaras e o andar geometricamente correto de minha vida. São oito da manhã e pressinto que irei me atrasar. Ora bolas! Ir pra lugar algum é trabalho enfadonho, e hoje faço e digo o que quero pelo meu bem-especificado-mal-estar. Hoje faço plantação no ócio de minha casa e rego doenças no ouvido dos colegas de trabalho. Afinal, não me importaria de ser dispensada, nunca precisei financeiramente daquele emprego, aquilo é só uma distração do tempo quando ele, o próprio tempo, não esta.&lt;br /&gt;Osvaldo chega. Olha-me com desconfiança, observa meu andar e meu olhar que levam-me pra longe. Abraça-me tematicamente e diz:&lt;br /&gt;-Voltei antes, sinto falta da agitação.&lt;br /&gt;Olho-o com ternura, e ele me pergunta o porquê. Calo-me. Osvaldo me persegue, pega-me pelo braço, e me pergunta porque o olhar de desdém.&lt;br /&gt;-Não é desdém é ternura.&lt;br /&gt;-Por que ternura?&lt;br /&gt;-Estou me despedindo do seu rosto.&lt;br /&gt;-Como?&lt;br /&gt;-Despeço-me de seu rosto com antecedência, isso torna sua distância indiferente.&lt;br /&gt;Osvaldo não é burro, mas ele não me entende. Nunca pedi que me compreendesse, mas ele se esforça e nesses dias acho uma pena que não ensinem na escola que mulher é bicho incompreensível.&lt;br /&gt;Tomou seu banho e novamente olhava-me com indagações:&lt;br /&gt;-O que tem? Não foi trabalhar por quê?&lt;br /&gt;Olho-o novamente com ternura e digo:&lt;br /&gt;-Hoje o tempo me deu uma trégua.&lt;br /&gt;-Você esta debochando, mulher? Está estranha.&lt;br /&gt;-Quero voltar pra casa Osvaldo... Sinto o cheiro de leite fresco, das romãs no quintal e quase posso ouvir as meninas gritando na janela.&lt;br /&gt;-Você de novo com essa história...&lt;br /&gt;Baixo os olhos e penso que de novo tento me libertar do sepulcro de uma mulher amordaçada e cansada de ser ela. Em vão Catherine .... Em vão...&lt;br /&gt;-Irei dormir, o cheiro de tinta me deixa tonta.&lt;br /&gt;-De onde vem?&lt;br /&gt;-Não faço idéia...&lt;br /&gt;-Deve ser do vizinho.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Osvaldo chega no quarto algumas três horas depois, sua mulher dorme tranquilamente e profundamente. Ele estranha aquela serenidade. Observa ao seu redor e vê um frasco de comprimidos vazio. Osvaldo olha-a atentamente e pensa: Ela nunca foi desordeira... Deve ser o cheiro de tinta fresca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-3112278742486708960?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/3112278742486708960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=3112278742486708960' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/3112278742486708960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/3112278742486708960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2007/05/cheiro-de-tinta-fresca.html' title='Cheiro de tinta fresca'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-4790979761876739398</id><published>2007-05-07T17:27:00.000-03:00</published><updated>2007-05-07T17:29:27.384-03:00</updated><title type='text'>Fim... De noite.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O som de seu sapato junto a calçada ao andar me lembrava Comptine d'Un Autre Été, eu teria dito isso se soubesse pronunciar ou quisesse pronunciar algo.  Tínhamos um pacto, éramos duas almas errantes que acertavam compromissos distantes, possuíam o dom de amar cinema, um copo de vodka e meia dúzia de frases ditas que esqueceríamos com o tempo, assim como nossas promessas, sonhos vazios e momentos de cumplicidade.&lt;br /&gt;    -Um dia, te roubo e vamos morar na Suécia... Quero ser uma sueca que coleciona selos. Você me acharia bonita coberta de casacos?&lt;br /&gt;    -Você não ficaria coberta de casacos ao meu lado.&lt;br /&gt;Sorrimos...&lt;br /&gt;Alguns instantes atrás eu a tive em meus braços, sua pele era branca como o leite, seus lábios eram doces, eu sabia que o desejo era algo que crescia dentro de mim como veneno. Sabia que tudo iria se perder se eu quisesse possuí-la, que tudo seria clichê, não seria mais nosso.&lt;br /&gt;    -Posso acompanha-la até em casa?&lt;br /&gt;    -Não é necessário, esse horário a rua esta acesa, os vizinhos cintilantes por uma fofoca e os guardas sempre passam por lá.&lt;br /&gt;    -Eu realmente gostaria de acompanha-la.&lt;br /&gt;Ela me olhou com a indagação “por que?” presa em cada ponto de seus olhos.&lt;br /&gt;    -Se você preferir... Mas saiba que eu nunca faria isso por você.&lt;br /&gt;Baixo os olhos, e imagino porque ela diria isso, ela era a esfinge e eu precisava decifrá-la. Fiquei mudo, apenas ouvindo o som de seus sapatos que se tornavam mais rápidos, talvez fosse a hora... Naquele instante vi em seu sorriso palavras que ela não iria dizer, momentos que não iríamos viver, calei-me e não foi necessário dizer mais nada. Ela, como poucas, entendia meu silêncio em meio aos seus gestos.&lt;br /&gt;    -Você quer me acompanhar pra descobrir onde moro?&lt;br /&gt;    -Não, apenas quero fotografar seu sorriso em minha mente várias vezes, só pra ter certeza todos os dias ao acordar que já me encontrei.&lt;br /&gt;Silêncio novamente.&lt;br /&gt;    -Daqui em diante vou sozinha, até mais.&lt;br /&gt;    -Até mais, você conhece o caminho de minha casa, volte quando quiser.&lt;br /&gt;Sorriu...&lt;br /&gt;Fiquei lá, parado, ouvindo Comptine d'Un Autre Été se afastar. Ambos sabíamos que ela iria sumir sem dizer onde ou porquê. Isso era ela deixando de ser nós pelos seus ideais.&lt;br /&gt;E entre minhas correspondências:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Tenho em você um vilão, você me rouba as melhores horas do dia, só ao seu lado posso tê-las. Quero que seja paciente e leia tudo com atenção. Juntos seriamos aquele típico casal. Aquele que descrevemos quando nos conhecemos, e que eu quero fugir. Eu poderia te fazer todas as declarações, mas seriam tão falsas. E nunca te enganei, você sempre soube. O beijo não seria sincero e muito menos o sorriso. Eu posso te dar tudo menos amor, posso te dar meu afeto, meu ombro e minhas noites de gafes e estado etilicamente alterado, poderia te dar todos os meus livros... Mas não me peça mais isso, seria sua amiga, riria da sua cara de bravo ao me ver desligada do mundo, e saberia o que te dizer quando me cobrasse atenção e me pedisse pra te olhar nos olhos, mas não quero lidar com isso, não posso lidar com isso! E você me entende, e o mais importe, sei que você compreende. “Somos pássaro novo longe do ninho, lembra?”. Você agora busca algo que diverge do que quero, e nosso tempo acabou. Saiba que dentro de tudo, não te amei, mas em segundos restritos, sentia em meu sangue resquícios do teu. Tenho medo do que seremos no futuro, e não quero mais ter medo. Adeus. Ass.: A. T.”&lt;br /&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-4790979761876739398?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/4790979761876739398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=4790979761876739398' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/4790979761876739398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/4790979761876739398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2007/05/fim-de-noite.html' title='Fim... De noite.'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-2597005778572393686</id><published>2007-05-05T15:43:00.000-03:00</published><updated>2007-05-05T15:45:22.513-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sempre amei poesia, devorava Drummond com uma ansiedade única, e vez ou outra, arriscava arranhar alguns versos em minha vida. Há algum tempo, percebi que não possuía mais essa habilidade. Era árduo transmitir algo poeticamente. Rabiscava, "rebiscaba", "birriscava", "trirriscava" versos e nada saia dentro de minha alma muda. Um dia amanheci pra os meus desencontros e vi a resposta que tanto procurava:&lt;br /&gt;Eu não precisava mais de poesia, a realidade agora mostrava-me a poesia limpa e crua: o meu amor. E amor é sim aquele bichinho inexplicável, e como diria Drummond , é instruído, é vida que corre nas veias. Fica os versos que colhi em meio a "bagunça do meu coração": &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amanhecer da alma&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fixo o dia em minhas veias,&lt;br /&gt;Enfim, o horizonte demonstra-me seus olhos apreensivos.&lt;br /&gt;Guardo em um suspiro o cheiro doce de sua respiração,&lt;br /&gt;e dentro, o raio de sol rompe o caminho no escuro.&lt;br /&gt;O belo mistura-se à brisa dando formas a vida.&lt;br /&gt;Nascem as flores com o despertar do dia.&lt;br /&gt;E tu, canção de meus olhos, faz-se presente.&lt;br /&gt;Repousas em meus lábios,&lt;br /&gt;abranda-me a alma com o desenhar de teu sorriso .&lt;br /&gt;Carregas contigo os meus desatinos,&lt;br /&gt;e as confissões de quem quer e anseia o inebriar.&lt;br /&gt;Fica os resquícios de minha pele coberta com teu cheiro,&lt;br /&gt;e os sonhos construídos na candura de teu estar.&lt;br /&gt;Dentro, novamente o escuro faz-se presente,&lt;br /&gt;recolho-me ao sono dos que esperam.&lt;br /&gt;Aguardo o chegar do som brilhante que anuncia o céu noturno.&lt;br /&gt;Desperto...&lt;br /&gt;E então vislumbro-me com o amanhecer que acorda.&lt;br /&gt;És tu, alma presente, presente da alma.&lt;br /&gt;O silêncio fixa o encontro,&lt;br /&gt;E a música exalada pelo ruído de seu sorriso,&lt;br /&gt;Proporciona-me vida, dá-me um chão,&lt;br /&gt;E mostra-me finalmente o amanhecer da alma que eu tanto ansiava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-2597005778572393686?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/2597005778572393686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=2597005778572393686' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/2597005778572393686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/2597005778572393686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2007/05/sempre-amei-poesia-devorava-drummond_05.html' title=''/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-7317335311869150818</id><published>2007-04-25T23:23:00.000-03:00</published><updated>2007-04-26T10:44:24.468-03:00</updated><title type='text'>Um rio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Navegar é preciso, indiferente da turbulência, ou do céu que semeia tempestades, colhe ventos pra te derrubar e em sua plenitude te mostra a face do medo. E com o medo vem o sentimento de inutilidade perante a vida, que fatalmente contamina cada gota de coragem do seu sangue. E você organiza seus tesouros, abraça suas expectativas e segura bem firme, e por mais que você não queira acaba levada pelo furacão de sua alma que devora-lhe os cabelos e turva a visão com a grande quantidade de gotas que chega até seus olhos. Nada é pior do que sentir em seu peito que você falhou, se arrepender profundamente das suas perdas, se amargurar sinceramente com sua posição e não conseguir se redimir.&lt;br /&gt;Quando eu era pequena, existia um rio calmo de águas límpidas perto de minha casa, várias vezes fui pescar no mesmo, nele aprendi a nadar , a jogar pedrinhas que deslizavam pela água como se flutuassem como anjos e também aprendi a me afogar. Todas as tardes, eu o visitava, jogava as pedrinhas que havia colhido pelo caminho e assim acreditava que a presença dos anjos estariam dessa forma em mim, regava os sonhos que tantas vezes quase perdi nos caminhos tortuosos que me levavam àquele lugar e ao chegar o momento de ir-me observava atenta o pôr-do-sol dar-me cores variadas, cores crepusculares tão lindas que nunca em toda em minha vida vi iguais.&lt;br /&gt;Sempre fui uma criança só, que cultivava dentro de sua imaginação amigos e um cão que nunca teve devido a uma forte alergia. Era um pássaro na gaiola que não tinha aprendido a cantar. Era metade do que sentia, outra metade do que se arrependia, e a fronteira entre o bizarro e o belo. Buscava a pétala negra de minha alma, queria aprisioná-la assim como fizeram comigo devido aos meus pés presos no suspiro vazio de minha vida, mas nunca a encontrava, e ela vivia a dançar com o vento apenas dentro da minha imaginação.&lt;br /&gt;Numa noite de inverno, após um bom tempo sem passear no rio devido ao forte frio que se alastrava em minha cidade, sonhei estar lá. Navegava pelas suas águas em um pequeno barco que possuía apenas uma lanterna acesa. Via os vaga-lumes se perderem na escuridão do céu e se tornarem estrelas, e também via um mago comer os pedaços da lua e se esconder com a percepção de meus olhos atentos. No término do caminho encontrei uma caverna com minha primeira lágrima guardada em um livro de ouro, minha boneca que havia perdido ali há 3 meses atrás, e uma carta que nunca havia enviado, uma carta que fiz aos 9 anos e até então tinha comigo.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Deus, eu sei que sou uma criança, e não gosto de pensar em crescer. Pensei em escrever para o papai-noel mais meu primo disse que ele não existe, pensei em conversar com um vaga-lume e pedir pra ele te dar o recado mas minha professora disse que as estrelas são bolas de fogo, fiquei com medo. Então escrevo essa carta pra você, a deixei debaixo do travesseiro pois sei que o senhor me visita nos sonhos, e que um dia a lerá. Eu preciso de paz, não gosto dos meus colegas de classe, nem do meu dever, queria ser uma astronauta sabe, pra viver bem longe daqui, e daqueles garotinhos que pedem dinheiro, eles me dão medo e pena. Deus me ajude, só você pode me ajudar.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Após a leitura via-me fora da caverna, estava velha a observar um menino que a encontrava , o pequeno leu-a , suspirou, e pensou não ser tão só quanto imaginava. E no lugar onde antes era o fundo do rio, em meio a poeira, bem escondida, encontrou a pétala negra de minha alma que tantas vezes busquei e estava onde menos procurava.&lt;br /&gt;Acordei com uma sensação estranha no peito, eu precisa me encontrar novamente com aquele lugar. Ao chegar, já era tarde demais, o rio havia secado, e as árvores, que tantas vezes me foram calmos leitos, tinham morrido. Deixei a carta lá, pousada onde um dia os resquícios de minha vida foram felizes, sem sequer abri-la ou ousar lê-la novamente. Fui embora sem olhar pra trás e dessa vez perdi meus sonhos nas pedras encontradas no meu caminho.&lt;br /&gt;Cheguei em casa, e ao sentar na velha cadeira de balanço de minha vó descobri a realidade que me perseguia até ali. A minha casa, a única e verdadeira que possuía, não era de madeira ou tijolos. O meu abrigo contra o frio, o vento e a tempestade lá fora e aqui dentro era a minha inocência que  fora deixada em cada segundo que voava por entre meus dedos e conseqüentemente exalava o odor fúnebre da realidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-7317335311869150818?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/7317335311869150818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=7317335311869150818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/7317335311869150818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/7317335311869150818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2007/04/um-rio.html' title='Um rio'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-2572867621554876596</id><published>2007-04-24T18:48:00.000-03:00</published><updated>2007-05-16T08:34:28.429-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Um momento para o riso...'/><title type='text'>CA-RAM-BA (13/04/2007)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Primeiramente, não pense que esse caramba é aquele típico de dançarino de salsa de camisa com estampa brega, eu definitivamente tenho calafrios ao imaginar que algum ser humano pode ter isso gravado em sua mente, e pior ,ouse vez ou outra, utiliza-lo pra ilustrar algum acontecimento que é similar quando apela para o conjunto complexo de suas lembranças.&lt;br /&gt;Eu, preso na minha vidinha de criatura rasa, não aceitaria de forma alguma essa comparação, e como esse texto é meu, eu faço dele e do que você pensa dele o que eu bem entender. Pois bem, fique tranqüilo, caro leitor, não vou usar expressões como labutar ou companheiros, isso é coisa do Lula, e deixemos ele imerso na sua vida de operário com cartão de crédito tão ilimitado quanto suas gafes e tropeços gramaticais. Não que eu seja gramaticalmente correto, mas vejamos, eu tenho a base de um escritor fracassado, não sou marionete de um bando de empresários e nem piada no exterior, só um livro que publiquei no início de minha carreira foi, mas eu já me recuperei disso, pelo menos é o que eu acho.&lt;br /&gt;Bom, como eu odeio política, deixemos o Lula no parquinho, brincando de ser presidente e grande representante da classe trabalhadora, com seu terno, sua bela casa, sua pensão pelos “danos causados pela ditadura”, e imaginemos que a ascensão rápida e “sem-labuta” (juro que foi a última vez!) de seu filho foi por mero merecimento. Sim, eu não me contentei em falar dele, minha mente perversa o imaginou vestido como o tal dançarino brega, e por motivos desconhecidos achei que ele seria reconhecido como sexy pelo movimento GLS nessa posição. Tenho que divagar menos, eu sei, se continuar assim vou ficar esquizofrênico e não deve ter nada pior do que o Lula vestido de dançarino sentado na minha sala de estar.&lt;br /&gt;Voltemos a mim, o centro da atenção nessas meras linhas, o centro de expressões vazias e “nem-lembro-mesmo-do-que-ia-falar”. Eu sou o típico carioca solteirão que já “passou da idade”, de óculos fundo de garrafa e gordo. Fico na fila do mercado horas aguardando as velhinhas contarem suas benditas moedas sem soltar um palavrão sequer, dou lugar as mesmas bem-aventuradas no ônibus, e nem ouso me irritar porque a geladeira quebrou e estou comendo pão com mortadela há duas semanas. Resumindo, sou um cidadão politicamente correto, que cumpre de forma magistral suas obrigações, lê seus e-mails e as publicações de Cony esporadicamente e no resto do tempo se afunda na função que “mais-adora-nessa-vida”, ser um digníssimo jornalista de meia-idade que não publica nada a mais ou menos uns quatro anos.&lt;br /&gt;Um dia, um belo dia ensolarado, descobri que aumentariam em alguns míseros reais minha aposentadoria. Você, caro leitor, deve entender sobre a sensação de ter um orçamento diferenciado de dez reais, qualquer mão-de-vaca entenderia, e todos nós, homens de bem, somos mão-de-vaca até que nosso saldo bancário nos prove o contrário ou façamos a desgraça de desposar alguma bela fêmea. Eu, graças a Deus, não cometi nenhum dos erros acima.&lt;br /&gt;Diante dessa esplendida notícia, cometi a primeira desgraça em minha vida, desgraça essa que colocarei na lista acima nos meus próximos manuscritos. Na ânsia de rapidez, que diga-se de passagem nenhum velho pode ter, assinei um provedor de banda larga, mais conhecido como velox, passei todos os meus dados para uma operadora de telemarketing pelo telefone. Cristo eu pequei! E eu nem vendi minha alma para o demônio, mas pra coisa pior, à TELEMAR. As ligações versus aborrecimentos começaram no dia seguinte. Primeiro porque essas pobres almas robotizadas encafifaram na sua também pobre mente que me venderiam um “provedor não só de acesso a internet, mas de conteúdo, que me daria acesso a mais de 500 páginas de revistas, notícias e variados, por uma quantia irrisória de R$14,90”.&lt;br /&gt;Agora me diga, como é que eu iria conseguir explicar para aquela pobre criatura, que esse valor fugia ao meu orçamento e é claro da fortuna que tinha ganho como aumento. Bom, aquela maravilhosa representante do sexo feminino repetiu tantas vezes essa informação na minha adorada orelha que se déssemos um saco de arroz para cada repetição dela acabaríamos com a fome na Etiópia, e quem sabe, faríamos do Fome Zero uma realidade e não um castelo de areia do parquinho.&lt;br /&gt;E as ligações de vários outros “provedores-de-conteúdos” se estenderam, assim como o prazo de entrega do modem, porque obviamente a filha de uma rapariga (com todo respeito ao restante das senhoras, mães de outras operadoras de telemarketing, tão ofendidas e tão injustiçadas) que me atendeu não deixou registrado a observação que cansei de repetir: “Alarme, Alarme, Interfone quebrado”. Isso!!! Falei como uma sirene, pra ver se assim a nossa ilustre amiga conseguiria guardar a informação. Óbvio que foi em vão.&lt;br /&gt;Lógico, depois de várias semanas nesse vai-não-vai dei um basta. Liguei para o provedor e cancelei minha conta em tom desaforado e arrogante, liguei para o velox, e quase mandei uma foto de minhas belas e esculturais nádegas para o fale conosco da empresa. Em meio a esse turbilhão de sentimentos diabólicos que me tomaram consegui me conter, e num último ato de desatino, tal qual quando quase me casei com uma paraíba de São Gonçalo, soltei um estratosférico CA-RAM-BA na janela. Meus vizinhos até hoje me olham atravessado, mas assim pude continuar a ser o cidadão exemplar que sempre fui. Afinal, evitei um desatino maior, um desatino que povoa meus sonhos desde então, um desatino tal qual como comprar uma metralhadora e fazer uma verdadeira chacina no prédio da Contax, Atento, entre outros da mesma linha. Mas me contento em apenas sonhar, eu estou velho demais pra ser preso por uma boa causa, e minha adorável fortuna que obtive com o aumento na aposentadoria, não daria, nem de longe, pra comprar a metralhadora e a munição dos meus sonhos. "&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-2572867621554876596?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/2572867621554876596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=2572867621554876596' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/2572867621554876596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/2572867621554876596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2007/04/ca-ram-ba-13042007_24.html' title='CA-RAM-BA (13/04/2007)'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-4094952667188145390</id><published>2007-04-20T13:57:00.000-03:00</published><updated>2007-04-20T14:00:20.880-03:00</updated><title type='text'>Golpe Final (03/04/2007)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Camilla lembrava-lhe um blues à moda antiga, era a mulher certa pra acompanhá-lo a qualquer lugar, era mulher que devorava Nelson Rodrigues e lhe suscitava analogias a alguma personagem de um filme de Bertolucci. Envolta pela fumaça de seu cigarro exauria uma sedução e um hipnotismo tal qual de uma esfinge, que no momento propício, o arrebataria enfim para o golpe final.&lt;br /&gt;De certo atrasava-se pra lhe provocar os sentidos, e Pedro se inundava de pensamentos que deixavam em sua pele espasmos , em seus lábios o gosto precoce do que seria um beijo e em sua lembrança o doce perfume de sua presença. Sim, ela era sua pintura da alma, era a modelo que faltava-lhe para que ele enfim tivesse a obra que lhe abriria as portas para a verdadeira arte.&lt;br /&gt;Filha de um escritor parisiense decadente e de uma cantora que perdeu a doçura na voz, ela era estreita nas suas afirmações sobre a família, e muito mais, sempre se absteve de comentários sobre a instituição familiar, ela não era nem ríspida, nem suave nesse sentido, era simplesmente neutra. Há dois anos era noiva de um engenheiro, homem este que ela conhecia desde a infância e por quem alimentava um amor fraternal e um respeito infinito, falava em filhos e uma vida conjugal sem pompas ou romantismo, apenas citava.&lt;br /&gt;De tempos em tempos ambos discutiam algo sobre filosofia, ela cética demais, ele sonhador demais. E entre calorosas discussões no parque ambos calavam-se, ficavam apenas atentos ao entardecer no horizonte. Absortos cada um com seus pensamentos se indignavam com a possibilidade de que duas criaturas tão diferentes, tão separadas, pudessem proporcionar um ao outro aquele sentimento de fim de tarde. Aquele, de olhar o pôr-do-sol e por algum motivo oculto apenas sentir que a vida parece ter um sentido.&lt;br /&gt;Pedro, inebriado por entre olhares, sorrisos e palavras especialmente moldadas por um sotaque único, se perdeu. Camilla era seu sol matinal, sua lua, sua bebida, sua comida, mas ele sabia, na triste e dura realidade, Camilla era só a amiga da cadeira ao lado na tão sonhada universidade de artes, era só o fruto de noites melancolicamente belas.&lt;br /&gt;De todas as formas ele a envolvia, sugava cada segundo em sua presença, cada palavra de quando conversavam, cada traço e ponto multicolor presente no mel de seus olhos. Aos poucos ia construindo em sua mente a pintura de Camilla, sua obra final, sua obra divina. Ela, secretamente apaixonou-se por ele, em sua companhia não citava nenhuma palavra sobre o que ocorria no lado de dentro da sua alma, era apenas impressão e imagem, queria ser assim e foi assim grande parte do tempo na sua vida ao lado de Pedro.&lt;br /&gt;Enfim em uma tarde ociosa de domingo, logo após a formatura de ambos, Camilla aceitou ser modelo para uma breve pintura, no instante da última pincelada ela deixou rolar uma pequena lágrima, o toque final, o segundo final, o golpe final na alma do artista que via-se extasiado perante a criação que tinha diante de si, aquele foi o breve momento que representou o sempre, foi o inesquecível segundo em que ela foi alma imortalizada.&lt;br /&gt;Calaram-se, olharam-se e naqueles instantes não ressoaram uma palavra sequer, assim que viu a imagem do seu lado de dentro na pintura Camilla pegou sua bolsa e retirou-se muda. Depois daquele dia nunca mais se viram, ela se casou uma semana depois, ele mudou-se para Paris logo em seguida.&lt;br /&gt;Camilla agora é imagem e impressão de uma declaração muda, é o sussurrar de aflições em um olhar vazio, é o tremer de lábios que seguram uma tardia revelação, é o sentimento do artista e da pintura imortalizado, finalizado e lembrado a cada manhã no abrir das pálpebras diante do raiar de um novo dia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-4094952667188145390?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/4094952667188145390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=4094952667188145390' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/4094952667188145390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/4094952667188145390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2007/04/golpe-final-03042007_20.html' title='Golpe Final (03/04/2007)'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-5701917904138390758</id><published>2007-04-19T11:05:00.000-03:00</published><updated>2007-04-20T15:44:47.664-03:00</updated><title type='text'>Visitas Noturnas (08/04/2007)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Todos os fantasmas de sua vida devoraram as poucas estrelas que restaram acesas aquela noite, e como que em coro seus pedaços foram falecendo e caindo diante da pequena mulher que observava tudo pela janela com olhar resignado. O som do piano atormentavam-lhe os pensamentos, e os cacos perdidos em algum lugar do coração transbordavam e escorriam pela sua face, em instantes pôde saber que nem tudo era exatamente como ela desejava, assim como já imaginava, assim como seria no seu mundo povoado por falsos heróis.&lt;br /&gt;Caminhos do seu passado foram rearranjados em sua lembrança, em sua música e foram estilhaçados pela sua mania de procurar o óbvio nas coisas complexas e por grande parte da sua teimosia em acreditar. Mas em noites escuras, noites solitárias em que tudo parece distante, o óbvio fugia por entre seus dedos, o passado virava um emaranhado de idéias perdidas, de sentimentos descabidos e de fugas que sempre levaram à um ponto comum. O ponto que tocava na sua alma de forma rude, que a arranhava, que a fazia sangrar e a deixava inerte apenas sentindo que talvez o fim estivesse mais próximo do que ela pensava. O ponto que mostrava-lhe o lado verdadeiro de tudo que omitiram.&lt;br /&gt;Sim, sua inocência havia sido perdida na última lágrima que ela derramara, sua esperança tinha ficado no último copo vazio, sua paz fora esquecida em algum momento de uma lembrança distante e cuidadosamente guardada em sua partitura em forma de notas felizes que com o passar do tempo se tornaram sinistras demais pra serem tocadas.&lt;br /&gt;Tentar aceitar a realidade crua nunca foi seu ponto forte, seu alicerce de idéias ou até mesmo uma base sólida para que ela construísse suas expectativas, suas explicações e suas convicções sobre tudo que não podia entender. E eis que o fim de todas as coisas que eram seu porto seguro entravam pela janela, pediam abrigo em seu coração e pousavam diante dela escancarando a expressão de quem tem pressa, de quem não quer um talvez, de uma inquisição muda vista no brilhante de cada ponto de seus olhos.&lt;br /&gt;Agora, sozinha com seus pensamentos, pôs-se a observar as gotas da chuva que passeavam na sua face, sufocou o grito, o protesto e o resto do que seria aquela noite no travesseiro e dentro de si. Amordaçou seus sentimentos, entregou-se aos seus lençóis e ao quarto que escancaravam formas que eram tão frias quanto as cores de seus olhos.&lt;br /&gt;Enfim, após muitos anos aflitos, ela conseguiu descansar nos braços de anjos que povoam o pensamento das crianças, sentiu em cada gota de seu sangue o frio pela dúvida, pousou as pálpebras de forma que o ruído de suas lágrimas fossem música, e então, diante da primeira e última canção de ninar que ouvira em toda sua vida, pôde finalmente dormir o sono dos que acham que há algum sentido em apenas existir, dos que perdem um dom divino devido a criação de uma geleira no coração, dos que passam pela vida solitários, calados... Assim, como se fossem apenas um retrato na parede.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-5701917904138390758?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/5701917904138390758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=5701917904138390758' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/5701917904138390758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/5701917904138390758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2007/04/visitas-noturnas-08042007.html' title='Visitas Noturnas (08/04/2007)'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-8812767702650736027</id><published>2007-04-19T11:01:00.000-03:00</published><updated>2007-04-20T15:45:39.526-03:00</updated><title type='text'>O  Brinco (30/03/2007)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há tempos ela estava parada na janela, observava o brilhar das estrelas ressoarem música de ninar em seus ouvidos, e passava horas a imaginar porque os gritos no prédio ao lado pareciam gritos de sua alma, a noite estava escura, escura de céu alaranjado enevoado, e entre um suspiro e outro ela confundia o chegar de um novo nevoeiro com a fumaça de seu cigarro. Por entre os tilintares da taça de vinho que segurara e que lhe escapou das mãos, lamentava a sua inexistência e singularidade em meio a tudo que amava. Perdeu horas lembrando os lugares de sua vida, as emoções em meio ao nada, e a estrada que tantas vezes mirou com descaso, e que ficava pra trás cada vez que ela tentava buscar o Eu dentro do seu próprio eu.&lt;br /&gt;Sentou-se na cama, e atentamente buscou em meio sua caixa de bijuterias a outra peça do Brinco que perdera, vasculhava os pensamentos procurando uma pista, desintegrava cada minuto daquela noite em milésimos de segundos e nada encontrava no vazio de sua memória. Inerte, ela observava prolongadamente a peça que lhe restara e que tinha em mãos, mentalizava cada sorriso dado em sua companhia, cada sonho construído em que o adorno principal era a inocência da juventude, cada gota de tudo que foi embora e que nada significava assim como a outra metade de tudo que perdeu. Agora, diante do espelho ela desviava o olhar de sua face e buscava um outro foco, tinha medo do nublado cinza de seus olhos lembrar-lhe todos os fantasmas que ficavam escondidos atrás da porta e nos vãos obscuros de sua lembrança.&lt;br /&gt;Sentia em seu peito apenas uma sensação de vazio, uma certa mistura que se manifestava como um ressentimento devido ao abandono instantâneo da parte de algo, que mesmo simbolicamente, um dia foi seu. Nos lábios ficava o gosto amargo do ciúmes de quem possuiria em algum canto especial aquilo que para ela, no momento que foi necessário nada significou.&lt;br /&gt;Suspirou bem fundo, do suspiro de quem sabe que tudo terminou, que não tem como voltar atrás, e que as soluções se esgotaram assim como o tempo que corria na sua frente aquele instante. Retocou a maquiagem, recriou a máscara que a protegia dos desencontros do mundo e jogou a peça do Brinco que ainda tinha, dentro de uma caixa vazia em algum canto. Juntou algumas notas que encontrara em meio as suas coisas, e foi à loja de bijuteria mais próxima procurar um brinco novo. Do lado de fora, bem no cantinho, misturado à teias de aranhas, sapatos e restos de papéis que se perderam com o tempo, estava o Brinco. Inerte, brilhante, tão solitário quanto ela, quem sabe buscando, tentando e lá no fundo, em meio aos seus desejos íntimos, a esperando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-8812767702650736027?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/8812767702650736027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=8812767702650736027' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/8812767702650736027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/8812767702650736027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2007/04/o-brinco-30032007.html' title='O  Brinco (30/03/2007)'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-3556217852239497794</id><published>2007-03-22T17:24:00.001-03:00</published><updated>2007-04-20T15:48:27.800-03:00</updated><title type='text'>Episódio 2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(...) Resquícios do passado dançavam em sua memória naquele instante, dança essa que exalava a monotonia das infinitas noites cobertas por uma escuridão aparentemente irremediável. Sentiu aquele frio na espinha subir suavemente e cobrir seu sangue com um fluído gélido de forma arrebatadora...&lt;br /&gt;Ela, como já era de se esperar, lutava contra todas as sementes deixadas em sua alma num tempo que nada fez sentido. Enquanto observava atentamente o andar rítmico de um estranho na rua, pôs-se a pensar em todos "não ser" e "quase ser" que viveu em tempos longinqüos, tempos que se perderam de tão distantes nos seus pensamentos e que agora, pareciam-lhe um filme visto na sua infância no qual grande parte escapou de sua lembrança.&lt;br /&gt;Diante dela, reavivaram-se os fantasmas, os pesares e o adeus que guardou dentro de um canto do coração junto com um último suspiro de saudade. Naquele instante lamentou-se por não conseguir se desprender do passado, desceu do ônibus e se dispersou perante a multidão matinal que enfrentava antes de chegar ao trabalho. Dentro do coração algo pedia abrigo, dentro da alma um vazio se ressaltou diante da harmônia, dentro da cabeça: "bloquear, excluir e depois , como já era hora, enterrar"...(...)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-3556217852239497794?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/3556217852239497794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=3556217852239497794' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/3556217852239497794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/3556217852239497794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2007/03/requiem_22.html' title='Episódio 2'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-8891946796967435577</id><published>2007-03-15T15:18:00.000-03:00</published><updated>2007-04-20T15:50:55.226-03:00</updated><title type='text'>Episódio 1</title><content type='html'>(...) Diante do horror de cada dia, ele tinha em si um olhar que se perdia dentro da alma. Não existia um foco de luz, ou algo a mirar. Ele estava todo voltado para dentro do seu própio eu. Estava voltado para as suas angústias e emanava uma tristeza empírica em cada ponto que definia o negro de seus olhos. No início ela teve medo, depois se habituou. Procurava não olhar mais pra aqueles dois opacos pontos negros em sua face pois tinha receio de se perder em meio aquela escuridão. (...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-8891946796967435577?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/8891946796967435577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=8891946796967435577' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/8891946796967435577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/8891946796967435577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2007/03/episdio-1.html' title='Episódio 1'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-7568793230252571915</id><published>2007-03-14T15:24:00.000-03:00</published><updated>2007-04-20T15:50:15.565-03:00</updated><title type='text'>Essa talvez vá pra você</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E então continuamente ele a observa pelo espelho, olhos miúdos, boca fina. Ficava a imaginar o que ela teria feito na noite passada, o que fazia agora, ou o que pensava sobre a lei Maria da Penha. Se perdia diante de seu olhar mediano de quem busca estrela em copo vazio, de quem tem algo preso no fundo da alma e não quer soltar. Em uma pequena fração de segundo percebeu todo o mundo que poderia descobrir dentro daquela face, todo um universo afável ali, bem ao alcance pra que ele pudesse tocar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desistiu... Pensou em distrair-se novamente com o jogo de luz, ou com a bebida que lhe dava asas nos pés e uma vertigem enebriante. Em vão... Ela lá, ele cá, como se nada tirasse da mente o descobrir do novo mundo. Pegou o copo da força de um vencedor, olhou pra o fundo dele e pensou: "Talvez amanhã, quem sabe, eu consiga encontrar uma estrela aqui", se indagou sobre aquele cheiro que o deixava tonto, olhou para os lados novamente e não a encontrou mais.&lt;br /&gt;Aquela noite foi para casa de ônibus, via os carros passarem perplexo, via seis dedos em sua mão e achava pouco demais. Olhou novamente pela janela e então pode ver o seu rosto refletido nela, e novamente se questionou sobre a facilidade com que se apaixonava por essas criaturas estranhas que por acaso cruzavam o andar lento de sua vida. Se pôs a observar a garota no fundo do ônibus, continuamente... Pra quem sabe encontrar um novo mundo. Pra quem sabe, em dias assim, perceber que o rumo não está em outros passos, olhares ou vidas. O rumo estava escondido em algum lugar bem escuro, bem pequeno, que admiravelmente estava dentro dele.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-7568793230252571915?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/7568793230252571915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=7568793230252571915' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/7568793230252571915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/7568793230252571915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2007/03/essa-talvez-v-pra-voc.html' title='Essa talvez vá pra você'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-3349202796663876320</id><published>2007-03-12T14:25:00.000-03:00</published><updated>2007-04-20T15:51:46.627-03:00</updated><title type='text'>Insônia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou cá, sentada em frente ao monitor, olhando... E refletindo, pra me distrair, sobre como as pessoas transfiguradas em mundo ao me redor são "elas". O calor continua reinando e o vazio nos pensamentos deixa uma pequena angustia no peito. Procuro palavra, vírgula, porem e porquê. Mas tudo cala, o sentimento vira algo indissolúvel em lágrimas, vira algo entalado na garganta e na janela da alma. O orgulho segura as mãos que buscam o afagar de seus cabelos, a sede de sua vida é saciada com água pura, água pura que não saceia nem essa minha vontade de deitar no teu colo, entender, chorar e depois me pegar rindo de qualquer bobagem que nós sempre falamos sobre o tempo, por exemplo.&lt;br /&gt;Observo-te lá a descansar, fico inerte, só a imaginar todas as construções que você colocou entre nós pra me impedir que explique, talvez porque já conheça todas as minhas explicações, talvez porque elas sejam inúteis pra você agora. Fico pensando porque foi mesmo que fiz ou deixei de fazer, porque foi que não me calei na hora certa, que pedi seu olhar que me conforta no instante do boa noite, porque foi que segurei tudo, guardei tudo e fiquei com esse sentimento de não sei o quê me prendendo as asas que foram construídas ao seu lado.&lt;br /&gt;Em dias assim gostaria de fugir, de te levar em meu foguete de papelão estacionado em um canto bonito de meu coração até passargada. Gostaria que você percebesse que tudo que faço de errado é porque sou imatura, sou sua pequena de porcelana, que aprende, compreende, mas vez ou outra fica perdida em meio as coisas que não pode resolver, as coisas que nem ela compreende. Em dias assim a falta de seu carinho me deixa sem um rumo, me deixa a vagar, me deixa quieta do seu lado te observando dormir, sem ação, apenas sonhando com o dia que todo esse desentendimento terá fim e que eu poderei dormir na paz dos teus braços novamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-3349202796663876320?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/3349202796663876320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=3349202796663876320' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/3349202796663876320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/3349202796663876320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2007/03/estou-c-sentada-em-frente-ao-monitor.html' title='Insônia'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8339851361853182981.post-1868791074474376708</id><published>2007-02-10T13:24:00.000-02:00</published><updated>2007-04-20T15:51:23.105-03:00</updated><title type='text'>Segundas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Tem dias, e nem precisa ser "fevereiro no Rio de Janeiro", que o mundo parece girar em contra-mão. No rádio toca a música que você não quer ouvir, no coração canções que você quis fugir. E lá no fundo fica o pão-de-açúcar a escancarar desejos, sonhos, transtornos, finalidades, ilusões. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Dentro da mente baratas voadoras não me deixam dormir. Dentro do quarto o vazio das paredes geometricamente gélidas. Dentro da alma um refúgio, um canto escuro, um sonho. Deixo tudo guardado em um potinho, desses que você esconde vagalumes quando criança pra não se transformarem em estrelas, desses que você deixou em um canto escuro de uma gaveta e procura, procura, procura... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E em dias assim, você encontra e então tem a exata certeza de que agora não são necessários contos de fadas&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; , nem príncipes, nem uma vida que eu gostaria de ter como ideal. Agora eu só preciso dos seus olhos que escancaram uma doçura do tamanho dos meus sonhos e desse meu medo de dizer, desse meu medo que cala todas as juras guardadas em um suspiro, todas as declarações ensaidads enquanto velava seu sono e toda essa felicidade que transborda e que faz com que em dias assim, do nada, a vida enfim pareça fazer sentido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8339851361853182981-1868791074474376708?l=sunshineofsoul.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/feeds/1868791074474376708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8339851361853182981&amp;postID=1868791074474376708' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/1868791074474376708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8339851361853182981/posts/default/1868791074474376708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunshineofsoul.blogspot.com/2007/02/tem-dias-e-nem-precisa-ser-fevereiro-no.html' title='Segundas'/><author><name>Liz Karoline DR</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11164556153648098174</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-AfM7VkgiIPo/TiMvZWEVlfI/AAAAAAAAADE/5jjqs065uMM/s220/msn7.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
